Em 23 de março se comemora o Dia Mundial do Livro, e nada melhor do que relembrar nesse dia as melhores obras literárias já publicadas, não é mesmo? Confira essa seleção com 7 dos melhores livros do gênero de distopia:

7. A Rainha Vermelha

Na série iniciada por A Rainha Vermelha, a autora Victoria Aveyard descreve uma sociedade em que as divisões sociais se devem à cor do sangue: vermelho ou prateado. A protagonista Mare Barrow tem o sangue vermelho, e por isso é destinada a servir à população superior de sangue prateado. Além do sangue, os prateados também são especiais porque têm poderes, mas Mare descobre ela mesma também conseguir realizar feitos sobre-humanos, o que desenvolve sua trajetória em busca de igualdade e de proteger aqueles que ela ama. O primeiro livro foi publicado em 2015, com 388 páginas. Ele foi seguido por mais três volumes e uma coletânea de contos como prequela que encerrou a série em 2019.

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6. O Senhor das Moscas

O romance de William Golding foi lançado em 1954, e venceu o Prêmio Nobel de 1983. Em O Senhor das Moscas ele levanta questões sobre a humanidade e o comportamento civilizado em uma situação distópica que se assemelha aos primórdios da vida em sociedade. Um avião cai em uma ilha deserta, e seus sobreviventes são meninos ingleses. Sem adultos e sem ligações com o mundo externo, eles precisam se organizar autonomamente para viverem em conjunto. Enquanto alguns seguem regras e respeitam limites, outros fazem o que bem entendem e apenas se submetem aos seus próprios impulsos. Por causa disso, a convivência entre eles se torna não apenas desagradável, mas perigosa. Golding expressa sua crença de que os princípios morais construídos pela comunidade não são inerentes ao ser humano, principalmente quando ele está livre para agir como quiser. A obra tem 224 páginas.

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5. Divergente

Divergente é uma trilogia que se passa numa Chicago futurística, onde a sociedade é dividida entre cinco facções. Os cidadãos nascem e são criados na facção dos pais, mas ao completarem 16 podem escolher em que facção vão viver o resto das vidas. A protagonista Beatrice Prior passa por essa cerimônia e então começa jornada de autodescoberta quando escolhe se transferir da Abnegação para a Audácia. A história criada por Veronica Roth, formada em psicologia, traz reflexões sobre a personalidade humana, valores como altruísmo e coragem e amadurecimento pessoal. A distopia também questiona governos rígidos, manipulação de informações e modificação genética. Os livros foram lançados entre 2011 e 2013, e em 2014 uma coletânea de contos narrados pelo personagem Quatro encerrou a história.

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4. Fahrenheit 451

O romance escrito por Ray Bradbury foi publicado na íntegra em 1953, após ter alguns capítulos reproduzidos em algumas revistas. O protagonista Guy Montag é um bombeiro, mas no futuro distópico em que se passa o livro, essa profissão é responsável por queimar livros, que são expressamente proibidos. O número 451 é a temperatura em gruas Fahrenheit da queima do papel. O próprio autor alegou que sua obra não é sobre censura, mas se trata da alienação produzida pela televisão e como a falta de leitura está consequentemente ligada a um pensamento crítico pobre. Bradbury também conta que se inspirou em seu amor próprio por livros e bibliotecas para desenvolver o personagem principal. Fahrenheit 451 tem 256 páginas.

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3. Jogos Vorazes

Jogos Vorazes é o primeiro livro da trilogia de Suzanne Collins publicado em 2008 que se passa em Panem, um país futurístico que corresponde ao território da América do Norte. Os Jogos Vorazes são uma espécie de reality show que é transmitido para todo o país uma vez por ano, em que um casal entre 12 e 18 anos de cada distrito é sorteado para lutar até a morte, até que sobre um vencedor. O campeão é celebrado e seu distrito recebe privilégios, servindo como lembrete da generosidade da Capital. O evento começou a existir depois que o último dos distritos, o 13, se revoltou e criou uma guerra contra o governo, e por isso foi extinto. Os livros são narrados por Katniss Everdeen, uma garota de 16 anos, moradora do distrito 12, que se voluntaria para participar no lugar de sua irmã mais nova. Ela tinha apenas a intenção de ganhar sua edição e voltar para a casa, mas suas ações acabam sendo a faísca que o povo precisava para começar uma revolução, da qual ela própria é o símbolo, ainda que contra sua vontade. A distopia despertou em seus leitores ao redor do mundo uma consciência sobre governos opressores e a força da união do povo. A franquia foi adaptada para o cinema em 4 filmes, que estão entre os 100 filmes de maior bilheteria da história e alavancou a carreira de vários do elenco.

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Uma prequela, de título A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes, será lançada em 19 de maio desse ano pela Rocco, e já teve sua adaptação confirmada. O novo livro terá lugar 64 anos antes dos acontecimentos de Jogos Vorazes e irá acompanhar o presidente Coriolanus Snow em sua juventude.

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2. O Conto da Aia

O Conto da Aia é um romance distópico de 1985, escrito por Margaret Atwood e situado em uma Nova Inglaterra futurística. O governo da época é um totalitarismo apoiado em crenças fundamentalistas cristãs, instituído por um grupo conhecido como Filhos de Jacó após um golpe que suspendeu a Constituição dos Estados Unidos. Neste regime, os direitos humanos são totalmente restritos, e as mulheres são especialmente oprimidas. A narração em primeira pessoa é feita por Offred, uma aia, uma classe de mulheres que agem como servas e são usadas para fins reprodutivos. A obra explora temas como o patriarcado, a subjugação feminina e as tendências opressoras. O livro foi tido como um dos mais importantes do tema, consagrando a autora e sendo indicado a diversos prêmios, tendo vencido dois. O Conto da Aia já foi adaptado para filme e novela de rádio, e mais recentemente fez sucesso em uma série ainda em exibição produzida pelo serviço de streaming Hulu com 3 temporadas até o momento. O livro possui 311 páginas.

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1. 1984

O livro 1984 foi escrito pelo inglês George Orwell e se tornou referência mundial dentro e fora da academia, um dos pioneiros na popularização de neologismos. Em 2005, a revista Time o apontou como um dos 100 melhores romances da língua inglesa. A distopia retrata um governo tirano, supervisionado pelo onisciente Grande Irmão, líder dO Partido, que busca nada além do poder. O protagoista é Winston Smith, um funcionário do Ministério da Verdade, responsável por promover e por reescrever os documentos históricos que possam prejudicar O Partido. Winston desenvolve sentimentos por sua colega de trabalho, Julia, que tem um papel essencial na história. A obra faz uma metáfora sobre poder e controle através de ameaça e manipulação histórica e linguística, fazendo claras referências a governos da época (Joseph Stalin) e expondo sua teoria sobre o verdadeiro objetivo da guerra. 1984 tem 328 páginas.

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E aí, o que achou dos livros dessa lista? Conte qual é o seu preferido nos comentários!


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