O cinema brasileiro, apesar de pouco valorizado até mesmo pelos próprios brasileiros, tem sim a sua beleza. Assim como o cinema mundial, alguns se destacam nas produções do nosso país. Separamos uma lista com os melhores diretores brasileiros, até então. A lista está em ordem de maior quantidade de filmes dirigidos. Confira!

1. Fernando Meirelles (30 filmes)

 

Fernando estourou em reconhecimento quando lançou seu longa Cidade de Deus em 2002. Em 2004 foi indicado ao Oscar como Melhor Diretor. Dirigiu também O Jardineiro Fiel de 2005, pelo qual foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Diretor e o BAFTA na mesma categoria. O filme foi selecionado para o Festival de Veneza e Rachel Weisz ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante. O filme foi um grande sucesso internacional de bilheteria. Meirelles fez questão de que a trilha sonora fosse baseada na música de países africanos, e grande parte das filmagens foi feita no Quênia. Outro sucesso de Fernando Meirelles é Ensaio Sobre a Cegueira de 2008, baseado no romance de José Saramago de mesmo nome.
Fernando Meirelles é filho de um médico que viajava constantemente para outros continentes, especialmente Ásia e América do Norte. Isso fez com que Meirelles tivesse um contato mais próximo com outras culturas. Aos 12 anos, ganhou de presente uma filmadora na qual nunca mais largou do passatempo.

2. Bruno Barretos (26 filmes)

Dono do sucesso de”Dona Flor e Seus Dois Maridos” e “Última Parada 174“, Bruno Barreto fez história no cinema nacional. “Dona Flor e Seus Dois Maridos” conseguiu atingir o segundo maior público da história do cinema brasileiro, com 10 milhões de espectadores, perdendo para Tropa de Elite. Além disso, dirigiu também o filme “O Que é Isso, Companheiro?” de 1997 que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro. Já chegou a ser casado com Amy Irving, ex-esposa do cineasta americano Steven Spielberg. O primeiro longa-metragem de sua história, “Tati, a Garota”, foi financiado por sua avó.
Bruno nasceu em 16 de março de 1955 e seus pais são Lucy e Luiz Carlos Barreto que são donos da produtora “LCD Barreto Filmes do Equador”, responsável por importantes filmes brasileiros como “Assalto ao Trem Pagador”, de Roberto Farias (1961), “Vidas Secas”, de Nelson Pereira dos Santos (1963) e “Terra em Transe” (1967), de Glauber Rocha. Seu irmão, Fábio Barreto também já foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro com “O Quatrilho”.

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3. Walter Sales (26 filmes)

Provavelmente você já deve ter assistido Central do Brasil. Aquele filme com a Fernanda Montenegro. Central do Brasil foi dirigido por Walter Salles e concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro e melhor atriz (Fernanda Montenegro) em 1998. Recebeu críticas positivas do público estrangeiro e foi premiado com o Globo de Ouro no mesmo ano. Em 2003, Salles foi eleito um dos 40 melhores diretores do mundo pelo jornal britânico The Guardian. O filme que conta a vida de Ernesto Che Guevara, Diários de Motocicleta também conta com a direção de Salles. O filme foi um sucesso internacional em 2004. Foi a primeira incursão de Salles como diretor de um filme em um idioma diferente do seu nativo, português (espanhol), e rapidamente se tornou um sucesso de bilheteria na América Latina e Europa.

4. Carlos Manga (24 Filmes)

 

Manga foi o responsável por inovar a comédia e a sátira no cinema brasileiro. Antes de ser diretor, Manga trabalhou como bancário, mas sempre gostou de cinema. Essa paixão o levou para a Atlântida Cinematográfica, através do ator Cyll Farney que integrava o primeiro time da companhia. Começou como almoxarife, mas aos poucos foi aprendendo o ofício e galgando posições. De contra-regra, passou a assistente de montagem e de direção. Por volta de 1951, atuou como diretor musical em filmes da Atlântida, o que o qualificou para a sua primeira empreitada como diretor. Carlos Manga esteve presente e fez muito sucesso na época das “chanchadas” e se destacou como melho diretor. Manga dirigiu o ator espanhol Oscarito. Foi para a televisão através de Chico Anysio que o convidou para trabalhar na TV Rio e dirigir o programa Chico Anysio Show.

5. Eduardo Coutinho (20 filmes)

Eduardo Coutinho, nascido em 11 de maio de 1933 e morto em 2 de fevereiro de 2014, é considerado por muitos como um dos maiores documentaristas da história do cinema brasileiro.Sua marca registrada eram filmes que registravam a vida comum de pessoas comuns. Sua obra principal chamada “Cabra Marcado Para Morrer“, marcou sua carreira como o principal documentarista do Brasil. Além disso, Coutinho também assim os clássicos Santo Forte, Edifício Master, Peões, Jogos de Cena e As Canções. Coutinho foi premiado 3 vezes no Festival de Gramado e duas vezes pelo Festival de Brasília sem contar o reconhecimento da crítica especializada como o maior documentarista brasileiro em atividade. Foi homenageado em 2013 na Festa Literária Internacional de Paraty.
Em 2 fevereiro de 2014 foi assassinado a facadas por seu próprio filho que sofria de esquizofrenia, mais tarde absolvido na justiça. Neste mesmo dia, recebeu uma homenagem póstuma na cerimônia do Oscar nos EUA.

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6. Daniel Filho (15 Filmes)

Filho único do ator e cantor catalão Joan Daniel Ferrer e da atriz argentina María Irma López (conhecida como Mary Daniel), é de família circense. Nasceu e cresceu no meio artístico e teve contato com grandes nomes do espetáculo brasileiro desde tenra idade. Como ator, chamou a atenção no início de sua carreira contracenando com Jece Valadão em dois dos mais conhecidos filmes brasileiros da década de 60: Os Cafajestes (1962) e Boca de Ouro (1963).

Trabalhou anos na Rede Globo como ator e diretor. Quando Boni foi para a Globo, Daniel Filho foi contratado como diretor de A Rainha Louca, de Gloria Magadan. Dirigia simultaneamente duas novelas, uma com o nome trocado, para não parecer que o cast da Globo era fraco. Foi ele quem levou para a Globo Janete Clair. Daniel dirigiu simultaneamente Rosa Rebelde e A cabana do Pai Thomás. Fez Irmãos Coragem, dirigiu O primeiro baile, e inúmeras outras como: “Pecado Capital”, “O Astro”, “Dancing Days”. Foi ele também quem criou as “Séries brasileiras”, como: Malu Mulher, Plantão de Polícia, Carga Pesada, Confissões de Adolescente, A Justiceira, Mulher. Todas séries de imenso sucesso, sem contar “Grande Sertão: Veredas”, que ele dirigiu ao lado de Walter Avancini. Daniel também é o criador de A Grande Família.

7. José Padilha (13 filmes)

Não dá para citar o nome de José Padilha sem mencionar o sucesso estrondoso de Tropa de Elite I e II. O filme levou para casa o Leão de Ouro como melhor filme no festival de Berlim em 2008 e este foi apenas um dos dezenove prêmios que Tropa de Elite rendeu. Por conta da pirataria, estima-se que o filme tenha sido visto por 11 milhões de pessoas antes de sua estreia no cinema. José Padilha é formado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica. O primeiro longa metragem de Padilha foi Ônibus 174, que reconstruiu um episódio violento de um sequestro de um ônibus no Rio de Janeiro que terminou de forma trágica. Seu mais atual trabalho foi direção do filme Robocop em 2014, um remake do longa de mesmo nome de 1987.

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8. Andrucha Waddington (13 Filmes)

Desconhecido pelos leigos, mas aclamado pelos críticos. Andrucha chegou a dirigir a esposa e a sogra no longa Casa de Areia, visto que é casado com a atriz Fernanda Torres, filha da diva da dramaturgia nacional Fernanda Montenegro. Lançou em 2007 Maria Bethânia – Pedrinha de Aruanda. Além disso, foi escalado para dirigir o ator hollywoodiano Orlando Bloom em um filme inspirado na obra de Bill Carter. É um dos sócios da Conspiração Filmes e recebeu duas nomeações no Grande Prêmio Cinema Brasil de melhor realizador por “Eu Tu Eles” (2000) e “Casa de Areia” (2005). Andrucha ganhou menção especial na mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes por “Eu Tu Eles”. Pelo mesmo filme ganhou também o prêmio de Melhor Filme e Crítica no festival de Cartagena e o prêmio de Melhor Realizador do Cine PE no Festival do Audiovisual por “Viva São João.

9. Carlos Saldanha (8 Filmes)

Carlos Saldanha

Se você já se divertiu com a saga de A Era do Gelo, saiba que Carlos Saldanha é o responsável por este longa. Ele foi co-diretor do primeiro filme da Era do Gelo e dirigiu as outras duas continuações. Além disso, é diretor também pela animação Robôs e Rio. Trabalhou também no curta-metragem Bunny (1998) vencendo o Oscar de Melhor Curta-de-Animação. Saldanha nasceu no Brasil, é casado e pai de duas filhas, mas atualmente mora em Nova York onde concentra a maioria de seus compromissos profissionais. Saldanha é hoje considerado uma das personalidades mais criativas e talentosas da Blue Sky Studios. Fez parte do elenco de vozes da dublagem brasileira de A Era do Gelo 3, interpretando os três dinossauros bebês que Sid cuida, e criou o personagem Scrat.
Saldanha estudou Ciências da Computação no Brasil, mas mudou-se para Nova York em buscar da sua paixão em informática e animações.

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