Escrito por Yogesh Vinayak Joshi e dirigido por Swapnaneel Jayakar, 15 de Agosto é a mais nova produção estrangeira da Netflix. Em meio a tantos rostos europeus e americanos, ver um projeto indiano é algo realmente bem fora da bolha em que estamos inseridos.

O filme apresenta duas narrativas paralelas que se conectam por conta de um anel. Isso mesmo, um objeto é o que liga um romance digno de um filme, com uma comédia crua. Aliás, o roteiro de Yogesh parece bastante uma narrativa digna de novela, mas compactada em 2h de um longa.

De um lado, um romance proibido entre dois jovens é ameaçado pela chegada de um pretendente. Do outro, um garoto, Ninad (Aaryan Menghji), que se encontra em uma situação um tanto cômica. O garoto enfia sua mão em um buraco para poder pegar o anel que Raju (Kahul Pethe) iria entregar a sua amada, Jui (Mrunmayee Deshpande), porém acaba ficando preso.

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E o filme gira completamente em torno desses dois assuntos. Enquanto Jui sofre por seus pais não permitirem seu casamento com Raju uma vez que o homem não tem como sustenta-la, Nanid é rodeado pelos moradores do prédio e passa por situações realmente bem desconfortáveis por conta de sua mão. Inclusive, o garoto leva um banho de chuva.

15 de Agosto traz uma narrativa simples

O filme não é uma grande produção. As duas histórias são simples e são tratadas de uma forma envolvente. Porém a problemática de Nanid é estendida além do necessário, o que torna o fato um pouco repetitivo.

A direção de Swapnaneel Jayakar é boa e completamente linear. Além disso, podemos ver como os atores foram bem conduzidos por ele.

E no quesito mais visual da coisa, 15 de Agosto nos entrega uma fotografia aberta e com uma película fria. Já o cenário mostra uma comunidade pobre da Índia e os figurinos não fazem diferente. A todo o momento vemos os personagens queixando-se de suas situações.

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Apesar da repetição desnecessária de alguns fatos, o filme tende a criticar a sociedade indiana

A data trazida pelo filme é muito importante. 15 de Agosto é o dia em que é comemorada a Independência da Índia e isso deixa os personagens obviamente muito animados. Mas, ainda sim, podemos ver como o filme apresenta algumas críticas a cada um deles.

O pai que não se preocupa com o filho, a sociedade que não valoriza o artista, os efeitos do patriarcado sobre a jovem Jui e por aí vai. Definitivamente é um filme em que é possível conhecer a cultura indiana e isso é muito interessante.

Sobre o trabalho de atuação em 15 de Agosto

Todos os atores trabalharam muito bem seus personagens. Rathul Pethe nos mostra o jovem apaixonado que está em angústia a todo o momento por não poder estar com sua amada e não poder seguir seu sonho de ser um artista.

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Na outra ponta, Mrunmayee Deshpande traz uma Jui que arde em dor na mesma intensidade de seu amado. Mas que, gradativamente, conforma-se com a situação. E seu pretendente, Amit (Adinath Kothare) consegue conquistar o expectador.

Por fim, temos Aaryan Menghji que não poderia ter sido mais natural em sua atuação. Todos os personagens conseguiram fazer com que o espectador sinta-se representado de alguma forma. Isso gera envolvimento na trama.

15 de Agosto é um bom filme, mas que não entrega reviravoltas muito surpreendentes. Apesar de tudo, a narrativa simples conseguiu transmitir um pouco da cultura do país para a telinha e criar uma atmosfera satisfatória de ser vista.

 

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