A Assistente é um thriller americano de direção e roteiro de Kitty Green (Quem é JonBenet?) e protagonismo nas mãos de Julia Garner, de Ozark. Ele foi lançado no Brazil em março de 2020 e conta com 1h27 minutos de duração.

Enredo de A Assistente

O filme acompanha Jane (Julia Garner), uma aspirante a produtora que passa a ser assistente de um importante executivo da área do entretenimento. Incentivada pela família e visando a possibilidade de crescer na área, ela promete dar tudo de si na posição. O problema é que desde os primeiros minutos do filme, já começamos a perceber os abusos que a funcionária sofre.

E o problema não são só os abusos psicológicos que ela sofre. Jane também começa a perceber que a indústria e a empresa em que está são mais sujas do que parecem.

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O enredo de Kitty nos envolve na agonia crescente da personagem aos poucos. Vamos percebendo os abusos junto com ela e acumulando a sensação do peso. Não poderia ser menos inteligente para trabalhar assuntos delicados como o assédio moral e sexual no ambiente de trabalho.

Elenco e personagens

Jane é a personagem mais bem desenvolvida. Na verdade, a trama fica tão imersa nela e nos efeitos do abuso nela que a sensação é que ela é a única personagem que de fato é desenvolvida. Mas isso não é de todo ruim. Afinal, acaba que nos envolvemos mais na agonia dela e percebemos com mais facilidade a mudança de estado psicológico dela.

Garner consegue retratar muito bem como a personagem muda na medida que os abusos e a carga de trabalho aumenta. A apatia que ela começa a ter por conta do burnout em evidência, as incertezas sobre arriscar sua posição para denunciar o chefe, tudo fica muito explicito em toda a comunicação da atriz.

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Direção e fotografia de A Assistente

A direção de Kitty trabalha de forma delicada os pontos. Nada é muito explícito e, ao mesmo tempo, dá para perceber tudo. E é assim que acontece na vida real, temos que entender os detalhes e as sutilezas dos abusos que podem ocorrer no espaço de trabalho. Além disso, um dos pontos mais interessantes da direção é a forma como não vemos o chefe de Jane à princípio. Nosso contato com ele é mais como uma presença ameaçadora mas que não está fisicamente ali, mesmo nos deixando apreensivos ao mesmo tempo.

E a fotografia é soturna como deveria ser. Cores frias para dar espaço ao sentimento de apatia e tristeza e saturação baixa.

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Cenografia e figurinos

Por fim, o abuso que Jane sofre também vai ficando explícito em suas vestimentas, que vão mudando com a evolução do filme. Já a cenografia fica mais restrita à empresa em que ela trabalha.

E então, o que você achou de A Assistente? Conta pra mim nos comentários!


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