Dirigido por Stuart Hazeldine, a adaptação da obra literária de William P. Young conta a história de Mackenzie, ou Mack (Sam Worthington), um homem de família cristã que nunca foi um beato, mas pelo contrário, não acreditava que Deus era bom, como era pregado.

O drama se inicia com cenas da infância de Mack, que era muito conturbada. Por várias vezes assistia seu pai espancar sua mãe, assim como a ele. Devido a isso, foge de casa aos 13 anos, e nunca mais revê seus pais.

Passado algum tempo, Mack casa-se com Nan (Radha Mitchell), com quem tem três filhos. Depois de uma tragédia que causou a morte de sua filha casula Missy, Mackenzie vive dia após dia remoendo sua dor, se afastando de sua família e cada vez mais triste. Tudo muda quando Mack recebe uma carta assinada por Deus, convidando-o para voltar a cena do assassinato de sua filha.

Veja Também!  Resenha | Jogada Certa (2010)

Dez anos depois do lançamento do livro, a versão cinematográfica de A Cabana, conta com alguns pontos negativos. Willie, um amigo de Mack é quem narra à história, porém isso não é algo simples de detectarmos ao assistirmos o filme.

O fato de nosso protagonista ter tido uma infância difícil também é algo pouco mencionado no início do longa, tendo em vista que a maior parte do filme foi reservada para a experiência que o mesmo teve com a Trindade Divina, o que contribuiu para que o longa ficasse, por fim, muito longo e com uma narrativa lenta, que certamente desagradou a muitos espectadores.

Vale uma observação para a escolha da atriz Octavia Spencer para a representação de Deus, exibido, dessa vez, como uma mulher, e ainda por cima negra, fugindo completamente da convencional imagem que temos do mesmo em filmes, contos ou seriados relacionados a religião. Com olhar e gestos serenos, Deus se mostra um ser muito “melhor” do que o pregado no contexto do filme.

Veja Também!  Resenha | Codinome Cassius 7 (2011)

Outro detalhe intrigante é o fato de Mack e Nan terem cinco filhos na história contada no livro, mas apenas três filhos na versão audiovisual. Sem contar que o desfecho da história na versão cinematográfica está resumido, em comparação com o livro, já que neste, mais coisas acontecem após o final trazido pelo filme.

Mas, apesar desses detalhes, o longa traz uma história muito comovente, que utilizando-se de recursos religiosos, busca solucionar problemas que enfrentamos em nosso dia-a-dia, como o confronto com a perda e a culpa. Ao contrário de outras produções do gênero religioso, A Cabana tem o seu diferencial garantido ao passo que não julga nem condena as demais religiões, mas apresenta Deus como um ser pacífico que não quer causar guerra, mas sim, mudar a vida de Mack.

Veja Também!  Resenha | Mamãe Precisa Casar (2014)

De maneira geral, o filme conta com uma produção simples, sem abusos no uso de efeitos especiais, mas, em compensação, conta com um paisagismo para lá de naturalista.

Apesar da série de críticas negativas que recebeu, A Cabana é um bom filme, daquele que você com certeza ficará refletindo sobre sua vida após terminar de assistir.

 
Siga o Entreter-se também no Google Notícias, CLIQUE AQUI e em seguida aperte em "Seguir"   
 

ARTIGOS RELACIONADOS

Deixe uma resposta

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.