Com direção de Jason Moore e roteiro de Kay Cannon, a comédia A Escolha Perfeita é aquele clichê bem previsível, mas que todos amamos assistir. É o tipo de filme leve para se ver em uma tarde. Caso você esteja procurando por complexidade e possibilidade de análises comportamentais ou algo do tipo, sinto informar que este não é o longa para você.

Mas, ainda sim, A Escolha Perfeita recolhe uma certa quantidade de críticas e alusões a clássicos abafados pelo tom leve e estereotipado da trama. Essas questões podem ser vistas na forma como Amy Gorda (Rebel Wilson) aceita seu corpo por exemplo. Ou como Aubrey (Anna Camp) se sente pressionada esteticamente pela sociedade e transmite tais preconceitos ao grupo. E até na cena de vômito que lembra bastante O Exorcista.

No geral, o filme segue a protagonista Beca (Anna Kendrick) que sonha em ser DJ, mas acaba indo para a universidade por pressão de seu pai. Lá, ela logo consegue um emprego em uma rádio e, mesmo contra sua vontade, junta-se ao grupo de canto a capella The Barden Bellas.

O tom leve e descontraído de A Escolha Perfeita cativa o espectador

É um filme de comédia que arranca muitas risadas. Mas também é o tipo clássico que junta-se a títulos como 10 Coisas Que Odeio Em Você e As Patricinhas de Beverly Hills. Com um romance clichê do tipo o mocinho que se apaixona pela mocinha que ainda não quer nada com ele, mas que, eventualmente, descobre também estar apaixonada, o longa é perfeito para um momento de descontração.

Ainda, o roteiro de Kay Cannon trouxe várias referências de outros títulos teen como O Clube dos Cinco ao filme. E também temos um repertório que vai desde Bruno Mars até Simple Minds.

Sobre o visual do filme e o trabalho de elenco

Os figurinos dos shows dão realmente um tom especial ao longa. Ainda nessa questão, a fotografia desses momentos é excepcional, trazendo jogos de câmera muito fluídos durante as apresentações. Já os cenários são bem comuns.

E sobre o elenco, temos um leque bem grande de garotas e garotos que tornaram do filme ainda mais engraçado. Anna Kendrick age exatamente como a mocinha descolada, mas que ainda tem suas inseguranças. Anna Camp é a patricinha que aprende precisa sair de sua bolha. Por fim, Rebel Wilson traz um valor cômico e crítico ao filme. Sem dúvidas a direção de Jason Moore foi muito boa.

Ah, e também há Skylar Astin, o mocinho e interesse romântico de Beca. Ele interpreta Jesse e segue a fórmula dos romances tradicionais.

 

A Escolha Perfeita é sim o típico clichê e segue as típicas fórmulas que já vimos em tantos outros títulos. Mas acredito que a temática das competições a capella trouxeram um aditivo satisfatório ao longa. Vale guardar um lugar para ele em sua lista.


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