A maioria dos filmes de terror ruins oferece aos telespectadores longos períodos de tempo em que nada acontece. Estes ocasionalmente são pontuados por breves momentos de desordem sangrenta, implantados para manter as pessoas vagamente interessadas no enredo. A Escuridão, não tem nem esses breves momentos ápice.

O longa-metragem de terror é composto de longos períodos de tempo em que nada de muita coisa acontece, e é pontuado por breves explosões de tédio puro e concentrado. Há momentos em que parece que os produtores se desafiaram a quem fazia a coisa mais sem sentido e sem graça.

Enquanto o filme começa, a aparentemente feliz família Taylor está acampando no Grand Canyon com outro casal, os Carters. Enquanto caminha com sua irmã e o filho de Carter, Michael, que é autista, é deixado sozinho por alguns minutos e cai no chão em uma caverna subterrânea escondida.

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Ele descobre cinco pedras misteriosas pertencentes à antiga tribo Anasazi nativa americana, que são usadas para manter um quinteto de demônios cruéis à distância. A única coisa aí que sabemos é que Michael, de alguma forma saiu da caverna sem ninguém perceber o que aconteceu com ele e em pouco tempo, os eventos terríveis começam a acontecer.

Os Taylors não são um grupo especialmente feliz. Stephanie, a filha mais velha, é bulímica. Bronny (a mãe) está lutando com um problema de bebida. Peter (o pai) se desviou de seu casamento no passado e está pensando em trair novamente a esposa com uma nova estagiária da sua firma de arquitetura. Além de tudo isso, eles são coletivamente esgotados pelas exigências da condição de Michael.

A Escuridão é um filme de terror que não causa emoção alguma

Logo a casa fica cheia de odores bizarros. As torneiras e televisões começam a ligar e desligar. As portas trancadas abrem-se misteriosamente por conta própria.

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Michael também começa a mostrar toda uma série de comportamentos desconcertantes. Estes vão desde ter uma nova amiga invisível chamada Jenny até colocar fogo em uma parede em seu quarto.

A Escuridão foi co-escrito e dirigido por Greg Mclean, um cineasta australiano que até tem boa experiência. O problema é que não funcionou muito bem nesse filme.

O longa foi supostamente baseado em eventos reais, mas ele belisca elementos de tantas fontes, que fica difícil acreditar. Talvez todos esses empréstimos tenham sido planejados. Provavelmente eles queriam distrair o público, uma vez que o suspense e o terror não levam a lugar nenhum.

A Escuridão tem todas as características de um filme que foi muito adulterado na pós-produção. Os personagens são introduzidos apenas para desaparecer completamente, desenvolvimentos de enredos são trazidos e sumariamente descartados. A coisa toda sugere que muitas cenas adicionais foram filmadas e depois cortadas no último segundo ou nunca utilizadas.

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Isso certamente explicaria por que bons atores como Bacon e Mitchell aceitaram fazer algo ruim. Também explicaria porque o trabalho de Mclean não apresenta absolutamente nenhum dos seus estilos cinematográficos.

O filme é praticamente um fracasso total. Não é assustador, não é empolgante e avança a um ritmo que até lesmas seriam mais rápidas. Para quem tem medo, pode ser uma boa indicação, pois nesse caso, não se sente nada.


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