Jennifer Garner entra em ação em um modesto thriller de vingança com um subtexto perturbador em A Justiceira.

O gênero de vingança pode parecer simples, mas é fundamentalmente complexo. A vingança, por si só, não é uma “coisa boa”. Nunca foi, nunca será. Mas em histórias simplificadas, ver uma vítima destruir as pessoas que arruinaram sua vida fornece alguma forma de catarse.

A questão em A Justiceira é se o filme celebra a imoralidade da protagonista, vai longe demais ao demonizar os vilões, ou falha em reconhecer a realidade traumática por trás do crime que colocou esses eventos em movimento.

Esse longa-metragem tenta navegar nesta corda bamba perigosa e se esforça para evitar cair nas armadilhas do gênero. É um thriller ferozmente dirigido com uma performance de Jennifer Garner que deve, por todos os direitos, lembrar ao mundo que ela é uma estrela de ação formidável.

É um enredo simplificado de vingança contra cartéis de drogas. Mostra Garner matando muitas pessoas, mas também tenta tirar a maldição dela, desviando-a violentamente contra burocratas corruptos que permitem o crime organizado.

A Justiceira: Um thriller de ação que traz Jennifer Garner de volta às telonas

A mulher “fodona” vingativa se chama Riley North, uma mãe trabalhadora. Seu marido é um mecânico que, em um momento de desespero, concorda em ser o motorista de fuga de um ladrão que planeja roubar um traficante perigoso, Diego Garcia (Juan Pablo Raba). Ele não chega a fazer isso – apenas brevemente considera – e só o fato faz dele um alvo para o esquadrão de ataque de Garcia.

O marido e a filha de Riley são brutalmente assassinados e é aí que a saga começa. A mulher fica cinco anos internada em uma instituição de doentes mentais. Quando sai, ela imediatamente embarca em uma missão. Vai em busca da destruição sistemática dos assassinos, dos advogados corruptos, juízes, e as operações ilegais de Garcia.

Jennifer Garner ficou presa por muitos anos em papéis maternais indescritíveis ou cômicos. Seu retorno às telinhas comprova o quanto ela devia ter sido estrela de filmes de ação antes.

A Justiceira tem um enredo reforçado com um bom ritmo e boas sequências com adrenalina. Alguns personagens de apoio são fracos, mas, nem tudo é perfeito.

Para quem gosta de filmes de ação e curte essa coisa de vingança, essa é uma opção razoável. Mas tenha em mente que poderão haver decepções no meio do caminho.

 

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