Ao assistir pela primeira vez um clássico do cinema, ainda por cima dirigido por Steven Spielberg e protagonizado por Liam Neeson, devo admitir que as expectativas não foram suficientes para as emoções que o filme conseguiu despertar.

Não seria a primeira vez que se vê um filme emocionante sobre o holocausto, mas realmente, ‘A Lista de Schindler‘ é capaz de superar seus semelhantes. Com 3h17 de duração, o longa gravado em branco e preto tem um magnetismo que permanece por cada minuto. As diferentes perspectivas da filmagem, o trabalho de luz e sombras e os momentos de suspense induzido colaboram para transmitir cada sentimento ao telespectador. Isso, somado à excelente trilha sonora, já seriam capazes de fazer valer a pena o tempo gasto, mas tem mais!

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Ao longo da trama histórica, os personagens, e principalmente o protagonista, têm uma evolução, o que é esperado, já que o filme compreende um período de aproximadamente 6 anos. Mas o interessante é a forma como essa evolução é exposta: gradualmente e de forma orgânica. Nada forçado para as telas, o ritmo das mudanças segue o natural, e por isso é convincente.

A transformação da visão do próprio Oskar Schindler, que começa interessado apenas em enriquecer com a mão de obra judia durante a guerra, para um amigo preocupado que gasta uma fortuna e chega a perder vários negócios para proteger mais de 1000 judeus dos campos de concentração e abuso de poder do oficiais alemães; a sutil mudança do comandante Amon Göth, apesar de se mostrar não tão radical quanto o próprio Oskar que o inspirou; e até mesmo a conversão de circunstâncias que viveu a empregada judia Helen Hirsch, mesmo sendo consequência de atos alheio.

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É preciso destacar que contém cenas fortes. Violência, morte, nudez, opressão psicológica… tudo faz parte do pacote que compõe o drama que já completa mais de 25 anos.

Mais do que emocionante ou apelador, o filme é em primeiro lugar, expositivo, sem ocultar certos acontecimentos por serem “desagradáveis”. Aliás, é isso mesmo que tenta mostrar, cada condição passada pelos judeus e dando rostos a isso: o filme acompanha certos nomes com mais recorrência durante a história.

Traz à tona a esperança por mudanças, e a angústia diante de tanta crueldade. Mostra até que ponto a maldade humana pode chegar, não reconhecendo mais seus semelhantes e se apoiando em falácias para justificar seu comportamento, mas também até onde vai um homem bondoso que deseja proteger aqueles com quem aprendeu a se importar.

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