Após muita espera, finalmente temos a segunda temporada da tão aclamada A Maldição da Residência Hill. A segunda parte tinha a ingrata missão de dar continuidade a uma das melhores produções de terror da atualidade, e se saiu muito bem. A Maldição da Mansão Bly, sem dúvidas, é uma continuação à altura da antecessora. Se é melhor ou não, esse não é o ponto a ser discutido aqui. O fato é que Mike Flanagan (que, novamente, dirige e escreve o roteiro) conseguiu, mais uma vez, contar uma belíssima e envolvente história de terror.

Baseada no livro de Henry James, A Volta do Parafuso, A Maldição da Mansão Bly é protagonizada por Victoria Pedretti e, para nossa sorte, traz de volta outros grandes nomes da primeira temporada, como: Oliver Jackson-Cohen, Henry Thomas e Kate Siegel. A temporada estreou na Netflix no dia 9 de outubro e tem classificação indicativa de 16 anos. 

Enredo

Dani é uma professora recém chegada a Londres. Ao encontrar o anúncio de trabalho na mansão Bly, onde precisavam de uma babá para duas crianças, ela percebe ser a chance de, finalmente, conseguir um bom emprego e fazer o que gosta. Rapidamente, ela conquista os dois pequenos e também se dá bem com os outros funcionários da casa. Esta, diga-se de passagem, também é encantadora e Dani se sente bem ali.

Bom, pelo menos por um curto período de tempo. Logo, coisas estranhas começam a acontecer e ela passa a se sentir perturbada e muito incomodada dentro da casa. As crianças, que antes pareciam tranquilas e super amorosas, começam a apresentar comportamentos estranhos, principalmente o pequeno Miles. Aos poucos, a residência vai se mostrando mais hostil.  

O roteiro de Flanagan é simplesmente excepcional. Diferente da primeira temporada, aqui temos um foco muito maior nos diálogos e nos personagens. Ambos estão mais intensos e complexos. Novamente, Flanagan usa a família para contar a história. Não é o fator mais importante, mas ainda tem uma relevância enorme.

Os personagens estão mais trabalhados, explorados. Com um elenco mais reduzido, o roteiro consegue dar atenção a todos de forma igual. Cada um tem sua trama muito bem contada e explorada. Justamente por isso, essa nova temporada tem uma narrativa, em alguns momentos, um pouco mais arrastada e lenta. Nada que prejudique a qualidade da produção, que ainda consegue ser bem fluida e, nos momentos de maior tensão e suspense, sabe ser bastante dinâmica.

É uma série muito intensa e de uma complexidade enorme. É preciso ter paciência para acompanhá-la, por conta de ser lenta, às vezes. Lentidão essa que é necessária para trabalhar bem as tramas e os personagens. Os flashbacks funcionam bastante e deixam a história ainda mais interessante.

São muito importantes para esclarecer alguns fatos e para que o espectador conheça melhor os personagens. É importante esclarecer que quem procura um terror de sustos e jumpscares, provavelmente não vai gostar dessa temporada. Ela ainda utiliza esse recurso, algumas vezes, mas não como na primeira. Essa segunda parte está muito mais focada no ser humano, nos seus traumas e nas consequências que eles podem causar. Está mais melancólica, triste e sombria.

Elenco e Personagens

Os atores fazem um trabalho maravilhoso. Se o elenco da primeira temporada já era muito bom, o dessa segunda parte está ainda melhor. Não só os atores que voltaram, mas os novos também. Os maiores destaques ficam por conta de Victoria Pedretti, interpretando a doce Dani, e de Amelie Bea Smith e Benjamin Evan Ainsworth, interpretando os fofos Flora e Miles, respectivamente. 

Dani é uma jovem muito doce e paciente, que tem muito jeito com crianças. Encanta-se, logo de cara, com Flora e Miles, e tem facilidade para conquistá-los. Pedretti tem a melhor atuação da série, finalmente com o destaque que ela já merecia tanto, desde a primeira temporada. É uma atuação segura e bastante convincente. Ela tem muito carisma e consegue conquistar o público com a doçura, a coragem e a sensibilidade da personagem. A atriz demonstra muito bem a fragilidade e a força de Dani. 

Amelie Bea Smith e Benjamin Evan Ainsworth surpreendem com excelentes atuações e mostram ter muitíssimo talento. Flora e Miles são dois irmãos que perderam os pais, recentemente, e são cuidados — pelo menos financeiramente — pelo tio Henry. São crianças adoráveis, principalmente a fofa Flora, que adora se comunicar e tem sempre algo inteligente a dizer. O mesmo vale para Miles, que, com pouca idade, já demonstra muita maturidade. Apesar disso, são traumatizados pelas perdas dos pais e da última babá, Rebecca.

Amelie e Benjamin conseguem convencer e passam muita veracidade. É realmente impressionante o talento que eles têm, pela pouca idade. Ambos conseguem conquistar o público, principalmente por conta do carisma e da química que têm entre si e com o resto do elenco. Os atores trabalham muito bem e conseguem transitar perfeitamente entre o fofo e o sombrio. Estão absolutamente encantadores, perfeitamente esplêndidos, como diz nossa querida Flora. 

Hannah, vivida por T’Nia Miller, também se destaca. Ela trabalha muito bem e tem uma das melhores atuações da série. No meio de tanto temor e esquisitices, ela representa a elegância, a calma e o ponto de equilíbrio. Está sempre serena, até mesmo em situações mais pesadas. É sobre ela um dos melhores episódios dessa temporada e, me arrisco a dizer, de toda a série. Oliver Jackson-Cohen está muito bem como o mau-caráter Peter. Se já conhecíamos o seu talento pelo belíssimo trabalho que fez em A Maldição da Residência Hill, sua nova atuação apenas confirma o excelente ator que é. Tem a capacidade de emocionar como poucos.

Kate Siegel, como Viola, também faz um grande trabalho, mesmo que não apareça tanto quanto na primeira temporada. Seu pouco tempo de tela é suficiente para nos mostrar seu enorme talento. Amelia Eve e Rahul Kohli (Jamie e Owen, respectivamente) também estão ótimos. Ambos têm atuações totalmente seguras e muito convincentes. Jamie surpreende e se mostra uma personagem ainda mais importante do que parecia. Eve trabalha muito bem e mostra todo o seu potencial nas cenas de maior carga dramática.

Direção e Fotografia

Mais uma vez, a direção de Mike Flanagan está excelente. Mesmo que ele não tenha dirigido todos os episódios, a qualidade se manteve igual em cada um. Os enquadramentos estão perfeitos e a montagem é muito bem feita. A produção consegue prender o espectador do início ao fim, até mesmo nós episódios mais arrastados. O terror continua, mas não com a mesma intensidade da primeira temporada. Em A Maldição da Mansão Bly, o terror é mais sutil, elegante, mas sem deixar de ser muito sombrio e mórbido. O clima de tensão, quando aparece, consegue ser intenso. A ambientação de terror e suspense é muito bem construída.

A fotografia é outro ponto a ser destacado: bastante colorida e vívida, quase todo o tempo, ela engana o espectador, passando uma sensação de tranquilidade falsa. Mas também se torna escura e fria, acinzentada, ajudando bastante na construção do clima de terror. A fotografia é realmente de outro nível, de uma beleza estonteante, extremamente elegante, com um charme enorme. 

Cenografia e Figurinos

A maior parte das cenas, como era de se imaginar, acontece na mansão Bly e em seus diversos cômodos. Algumas se passam no exterior da casa, principalmente no lago e na capela. Outras acontecem no escritório do tio Henry e nas ruas. Quando a narrativa volta ao passado, há outros cenários diferentes. Os figurinos são muito bonitos e elegantes, conseguem mostrar bem as personalidades de cada um. Há roupas mais formais, pijamas, vestidos e até uniformes. 

E você? Já assistiu A Maldição da Mansão Bly? Deixe o seu comentário!

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