Não são todos que reconhecem o valor da leitura. As páginas de um livro são de uma importância gigantesca e podem fazer muita diferença no mundo, pelo menos no mundo de uma pessoa. E é exatamente isso que acontece com Liesel, uma das crianças mais doces e corajosas que você vai encontrar no cinema. A Menina Que Roubava Livros é um longa inspirado no livro de Markus Zusak. Eu não o li, então não posso fazer comparações, vou me ater apenas ao filme. Temos aqui mais um filme sobre a Segunda Guerra Mundial, entre tantos, mas com um toque de sensibilidade que não é fácil de encontrar, assim como em O Menino do Pijama Listrado. E é isso que engrandece o longa: a sabedoria de saber amenizar as cenas de guerra e contar a história de uma maneira simples e bela, afinal, vemos tudo, principalmente, pelos olhos de uma criança.

A Menina Que Roubava Livros nos apresenta a vida de Liesel, uma criança que mora com os pais adotivos, durante a Alemanha Nazista. Sem muitas opções, como várias pessoas da época, ela encontra refúgio nos livros que “pega emprestado” (como ela mesma diz) e nas palavras que lê e, mais tarde, escreve. A narrativa do filme é cadenciada, mas isso não o deixa cansativo, muito pelo contrário: é uma obra que te prende e você se sente cada vez mais envolvido no mundo de Liesel. A obra consegue mostrar um pouco do medo, da angústia, da tristeza e da tensão da guerra através da vida da menina. O recurso da morte como narradora é muito interessante, afinal, foi um período histórico marcado por inúmeras perdas, então, quem melhor para contar a história? Mas creio que poderia ter sido melhor utilizado.

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A direção é boa, consegue conduzir muito bem os atores em cena e construir com muita competência e sensibilidade as relações dentro do longa. Um momento que merece destaque é quando as crianças cantam na escola, em frente à bandeiras nazistas, enquanto o exército de Hitler instaura o terror e o caos nas ruas. As cenas finais são muito bem feitas, de uma sensibilidade impressionante. A fotografia engrandece o filme. A neve, o dia “pálido” (como diz Liesel) e o tom escuro e acinzentado realçam bastante o ambiente triste e sombrio. A baixa iluminação da casa dos Hubermann também evidencia a atmosfera sombria do filme. Os anos 30/40 são muito bem representados, tanto no cenário quanto no figurino.

As atuações são o ponto forte do longa. Geoffrey Rush, como Hans Hubermann, está sensacional. Sua atuação é muito convincente e transmite veracidade. Emily Watson (Rosa Hubermann) talvez seja o maior destaque: sua atuação é de um brilhantismo fora do normal. Ela está realmente extraordinária nesse filme! Sua personagem tem uma mudança significativa, ao longo da narrativa, e ela consegue transmiti-la de uma forma muito natural. Sophie Nélisse, como Liesel Meminger, nos presenteia uma personagem belíssima. Ela consegue, com seu talento e carisma, conquistar o público. Com poucos gestos e palavras, a atriz conseguiu passar todas as emoções da menina. A forma como ela e Watson construíram a relação de mãe e filha, aos poucos, foi de uma sensibilidade e naturalidade impressionantes. O mesmo vale para o relacionamento de pai e filha e para a amizade de Liesel com Max e Rudy. O elenco tem química e todas as relações são muito bem construídas e belíssimas.

A Menina Que Roubava Livros é um lindo filme, que nos mostra o valor e o poder das palavras (como diz Max: “as palavras são vida”), a importância do amor e da amizade e como devemos aproveitar as coisas e os momentos mais simples da vida. É uma história que emociona e faz refletir. Sem dúvidas, um filme pra ser lembrado por muitos anos.

E você? Já viu o filme? Conte pra nós o que achou!


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