A Sun foi um filme muito premiado quando foi lançado no ano de 2019. É um longa taiwanês que tem como tema o drama familiar. A produção possui, aproximadamente, 156 minutos de duração e foi dirigido por Chung Mong-hong.

Sobre o Enredo

O filme é sobre uma família de Taiwan que passa por problemas que são protagonizados pelos dois filhos. A obra inicia mostrando um dos filhos, A-ho, se metendo em uma briga em que seu companheiro decepou a mão de um de seus inimigos.

O pai da família, A-wen, deseja para que A-ho permaneça muito tempo no reformatório em uma ligação de sua esposa Chin. Os dois possuem dois filhos, mas A-wen parece apenas considerar A-hao, o filho mais admirado.

A-wen sempre comparava os dois filhos e parecia ter mais apreço por um do que pelo outro. A-hao estudava para ser médico, era bondoso com todos e era sensível, enquanto que A-ho era um delinquente. Depois que algo acontece com A-hao, a família entra em ruína.

O filme conta sobre como dois irmãos traçaram destinos diferentes e como a família inteira lida com isso. E como seus destinos estão totalmente interligados por conta de certas ações.

Elenco e Personagens

O elenco principal é formado pelos atores: Chen Yi-wen como A-wen, Samantha Shu-chin Ko como Chin, Xu Guang-han como A-hao e Wu Chien-ho como A-ho. O único personagem que sofre um certo tipo de desenvolvimento nessa história é A-ho, mas isso tem um porquê.

A história tem como objetivo ser realista e mostrar os altos e baixos da vida e toma como foco uma simples família. A mãe, Chin, é aquela mulher que não tem tanta importância no começo do filme por ser um pouco avulsa, mas quando a família desmorona é ela quem tenta deixar tudo sob controle e é quem toma as rédeas de tudo. Ela é uma mulher forte que engole todos os problemas para que tudo continue em pé.

A-wen é um pai que sempre demonstrou ter mais apreço por um filho do que pelo outro, é apenas no final do filme que o pai da família começa a mostrar certa preocupação por A-ho, mas demora muito para que isso aconteça. É um personagem que resistiu muito a ser da forma que era desde o início do filme.

Já A-hao é aquele filho sempre prestigiado, até mesmo fora do ambiente familiar ele é notado pelo seu jeito sempre gentil e que o faz se destacar dos outros. Mesmo ele sendo o “sol” das pessoas, ele tem como objetivo mostrar que todo mundo tem o seu lado mais escuro, não importa o que.

E, como já havia dito, A-ho é o único personagem que parece evoluir durante toda essa jornada. A obra tem seu início ainda quando ele era mais novo e, ao longo da história, os anos vão se passando. Desde sempre ele foi alguém problemático que se metia com coisas pesadas, havia engravidado uma garota de 15 anos e não sabia controlar sua agressividade de forma alguma. A evolução de A-ho não acontece de repente, ele vai começando a saber a lidar um pouco mais com as coisas depois que algo acontece com seu irmão.

A-ho vai de pouco em pouco se tocando de como é a vida real e de como as responsabilidades precisam ser cumpridas. Ele começa a sentir remorsos pelas coisas erradas que havia feito em seu passado e tenta se desvencilhar disso cada vez mais.

Direção e Fotografia

Dirigido por Chung Mong-hong, A Sun teve um certo tipo de estética, o que nos faz entender porque essa obra ganhou prêmios de melhor fotografia. Primeiro que é possível captar através da paleta de cores azul e cores mais escuras a melancolia do filme.

O tempo todo o drama não deixa de ser uma obra triste, nos faz refletir o tempo todo. Umas das primeiras cenas mais iluminadas foi após o lindo discurso de A-hao sobre o sol (que é sempre usado como metáfora). A partir daí, algumas cenas são tratadas com mais luminosidade enquanto que outras são mais escuras, o que traz um novo significado para as coisas.

Cenografia e Figurinos

Mostrar o cenário tinha importância, mas apenas para certos momentos. O filme quase todo era gravado mostrando apenas os personagens, a cenografia, em sua maioria, só era utilizada para fazer o espectador se situar de datas e acontecimentos.

Como, por exemplo, em uma cena onde a câmera está sobre o alto do prédio para que quem assista entenda o que aconteceu com A-hao ou quando está acontecendo queima de fogos na rua e dá a entender que já se passou um tempo, pois é ano novo, etc.

E sobre os figurinos, os personagens sempre utilizavam roupas muito simples, para simbolizar como a família era humilde e não possuía muito dinheiro.

O filme está em catálogo na plataforma de streaming Netflix e se você gosta de drama vale a pena. Já assistiu? Nos conte!

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9 COMENTÁRIOS

  1. O filme é magnífico, recomendo a quem tem filhos, especialmente os que entraram na adolescência. Profundo, muito bom, mereceu todos os prêmios que receber e também os que não disputou. Atenção: “apreço” (corrigir no texto e depois apagar esse comentário).

    • Obrigada pelo comentário. Às vezes estamos tão acostumados com a forma em que falamos que acabamos levando isso à escrita sem querer. Seu comentário me serviu para revisar melhor este post.

      E de fato é um filme magnífico!

  2. Vi o filme e reforço as suas recomendações: é ótimo. Fotografia, figurino e atuações. Importantíssimo vermos cenas de Taipé e as realidades que são construídas a partir das relações familiares e da construção de nós mesmos como sujeitos sociais, desde a infância e, principalmente, nesta passagem da adolescência para a vida adulta. Nesta linha, sugiro Assunto de Família.

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