Com Tim Burton na direção, a Walt Disney Pictures lançou em 2010 uma versão um tanto diferente de Alice no País das Maravilhas, que divergiu a opinião dos fãs, mas arrecadou mais de US$1 bilhão em bilheterias mundiais.

Confira o trailer do filme:

Sobre o Enredo

Alice cresceu tendo o mesmo sonho estranho todas as noites até que um dia, durante uma festa para o seu próprio noivado, ele se torna realidade. A jovem segue um coelho de paletó até cair em um buraco que a leva ao País das Maravilhas, onde todos aguardam por sua chegada, acreditando na lenda de que ela é a única capaz de derrotar o Jaguadarte e, consequentemente, a tirana Rainha Vermelha.

Elementos essenciais da obra original de Lewis Carroll estão presentes na narrativa, mas o roteiro abusa da criatividade e vai muito além no quesito loucura, apresentando uma Alice mais velha, personagens mais insanos e situações mais violentas, visando um público mais velho que o dos livros e da popular animação de 1951.

Personagens e Elenco

A personagem-título é Alice Kingsleigh, uma jovem da nobreza que está prestes a ser pedida em casamento por um Lorde que não ama. Sonhadora e facilmente distraível desde a infância, se vê, aos 19 anos, desvendando um mistério que a acompanha desde que se lembra.

A personalidade dela é muito semelhante a da qual poderíamos imaginar que seria quando a pequena Alice dos livros e filmes antigos crescesse, tal como a imagem de sua intérprete, Mia Wasikowska, faz jus a personagem — embora em uma performance bastante tímida. Só não esperávamos que as criaturas do País das Maravilhas acompanhassem a mudança, assim como outros entram na trama, como o cachorro Bayard, numa possível referência ao cão que brevemente aparece nos livros.

Resenha | Alice no País das Maravilhas (2010)

O Chapeleiro Maluco é uma figura muito política, preocupado com a situação do País e ficando literalmente louco por isso, camadas que podem passar despercebidas pelos espectadores mirins. Interpretado por Johnny Depp, não é a toa o seu destaque na narrativa, que cresce ainda mais no segundo filme, Através do Espelho (2016).

Helena Bonham Carter é uma atriz incrível, e sua representação como Rainha Vermelha pode estar repleta de CGI, mas ainda é visível o brilho da estrela para o papel. Ela nasceu para representar vilãs.

Resenha | Alice no País das Maravilhas (2010)

Direção e Fotografia

Se o livro de Lewiss Caroll já era maluco e o roteiro de Linda Woolverton uma grande loucura, a direção de Tim Burton leva tudo à insanidade, no melhor sentido da palavra.

Conhecido por trabalhos bizarros como Edward Mãos de Tesoura (1990) e Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007), para não citar animações lendárias como O Estranho Mundo de Jack (1993) e A Noiva Cadáver (2005), já é de se esperar que o lado sombrio de sua mente brilhe novamente para Alice no País das Maravilhas, e a mistura pode parecer bastante estranha aos olhos dos leitores mais fieis da obra original, mas não deixa de ser um ótimo atrativo.

Resenha | Alice no País das Maravilhas (2010)

Com muitos efeitos especiais para dar o tom de fantasia da trama, as imagens são capturadas por planos que valorizam a ambientação, parte muito importante para a construção do clima do longa.

Cenografia e Figurinos

Neste sentido, a direção de arte do longa transforma o País das Maravilhas num estranho, bizarro e assustador universo, mas ainda curiosamente belo a ser explorado a cada segundo da narrativa, conforme novos cenários entram em cena e a ação se desenrola entre cogumelos gigantes e rios com cabeças.

Brilha, ainda, as belas vestimentas vitorianas. Ao crescer e diminuir, Alice deixa de caber em suas roupas e constantemente passa por mudanças de peças, construindo um armário dos sonhos para qualquer cosplayer da personagem. As mais memoráveis são, sem dúvidas, o vestido que lhe é dado pela Rainha Vermelha e o clássico azul, reimaginado para sua nova idade.

A imaculada representação da Rainha Branca, na pele da divina Anne Hathaway, contrasta com os batons escuros e sobrancelhas delineadas de sua intérprete, mas seu belíssimo vestido branco é quem chama a atenção quando ela entra em cena — embora não tanto como a perfeitamente bizarra maquiagem do Chapeleiro Maluco.

Resenha | Alice no País das Maravilhas (2010)

Tudo no filme é bizarro, mas de forma suficiente e eficiente, fazendo um live-action funcionar mesmo com sua originalidade que o leva para além das páginas do livro e de qualquer adaptação que tenha vindo antes deste. Não é perfeito, mas cumpre com todos os seus objetivos e, principalmente, com o papel de revitalizar e perpetuar a fama de Alice entre as novas gerações.

Alice no País das Maravilhas (2010) segue disponível na Netflix do Brasil até o dia 1º de março de 2020. Corra para assistir!

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