Ryan Murphy gosta de defender os impotentes. Alunos do ensino médio, pacientes com problemas mentais, donas de casa rejeitadas. Esses são seus temas favoritos. Com American Horror Story não podia ser diferente.

Mesmo assim, parece um pouco radical que a 3ª temporada traga mulheres mais velhas, afro-americanas, párias sociais e as transforme em poderosas criaturas, capazes de atacar os jovens.

“Bitchcraft”, que abre a temporada, é uma crítica espirituosa do nosso desconforto cultural com o poder feminino, sexual ou não. Em 1834, um encontro entre uma mulher da sociedade e seu servo afro-americano leva o homem a ser morto quando sua mãe, Madame LaLaurie (Kathy Bates), o mata.

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Uma sacerdotisa de vodu (Angela Bassett) vinga sua morte. Séculos depois, um menino morre depois de ficar com sua namorada, Zoe (Taissa Farmiga). Ela é enviada para a Academia de Jovens Senhoras Excepcionais de Miss Robichaux em Nova Orleans, onde a estrela de cinema Madison (Emma Roberts), a voodoo doll Queenie (Gabourey Sidibe) e a clarividente Nan (Jamie Brewer) são ensinadas a controlar seus “dons” pela diretora Cordelia (Sarah Paulson) e sua mãe, Fiona (Jessica Lange).

American Horror Story em sua 3ª temporada traz mulheres sendo fortes e vingativas

Se o tom não fosse tão satírico – com a ação tomada em cores saturadas e os ângulos de câmera como em Alice no País das Maravilhas – algumas das imagens seriam ofensivas. Queenie devora frango frito. LaLaurie usa o sangue dos empregados como creme anti-rugas.

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Mas Murphy está zombando de nossas ansiedades históricas, brincando com arquétipos raciais exagerados. Ele também brinca que as mulheres mais velhas só podem sobreviver sugando a vida dos jovens, em seguida, reaplicando o elixir em seus rostos.

Sua aguda visão do papel de uma mulher é ao mesmo tempo engraçada e mordaz. Essa temporada de American Horror Story está mais sombria que as outras. Talvez seja pelo fato de parecer um tanto mais real e possível de ter vários elementos verdadeiros. Será?

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