Agora em seu segundo ano, Anne with an E apresenta um roteiro cada vez mais maduro e com reviravoltas mais consistentes. Nós temos alguns novos personagens e uma mudança de ares na série. Isso porque Gilbert Blythe (Lucas Jade Zumann) está se aventurando em outros locais através de seu emprego em um barco.

Lá, ele faz um amigo que contrasta bastante com sua visão de vida, Bash (Dalmar Abuzeid). Enquanto o menino vê tudo como uma experiência boa, Sebastian, um homem negro e pobre, está ali porque precisa do dinheiro.

Na outra ponta, temos Anne (Amybeth McNulty) ainda em Avonlea. Conforme foi possível ver ao final da primeira temporada da série, a garota está agora com dois hóspedes em casa, Nate (Taras Lavren) e o Sr. Dunlop (Shane Carty). Homens estes que panejam aplicar um golpe na cidade inteira informando que haveria ouro nas terras.

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O roteiro é trabalhado de forma mais firme desta vez

Mais uma vez, o roteiro de Kathryn Borel é extremamente competente e faz adaptações inusitadas à série, mas que se encaixam bem. Esse foi o caso da introdução do personagem Cole (Cory Gruter-Andrew), que é homossexual.

Porém dá para perceber um desenvolvimento mais maduro dos eventos de Anne with an E. Isso agrada bastante, o que também pode ser dito da fotografia e cenografia, que mantêm um tom parecido com o da primeira temporada, proporcionando uma experiência visual única.

Contudo alguns elementos deixaram a desejar como foi o caso dos efeitos utilizados para a simulação do mar em cenas em que Gilbert aparece. É claramente perceptível que é algo criado em um computador.

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O elenco de Anne with an E amadureceu junto ao roteiro

Sobre o elenco não há muito o que falar uma vez que apenas melhoraram do primeiro ano para este. Mas quero dar um destaque aos calouros Cory Gruter-Andrew e Dalmar Abuzeid, que fizeram papéis realmente muito importantes e não decepcionaram.

O fundo crítico por trás de ambos foi um tom totalmente novo e essencial à série. Vemos agora não só o feminismo sendo debatido, como também racismo e homofobia. E, consequentemente, o combate de tais preconceitos numa época em que eram naturais.

Anne with an E evoluiu muito em alguns aspectos. Contudo deixou a desejar em outros como jogos de câmera e efeitos visuais. Mas a série está se arriscando cada vez mais e sua segunda temporada merece com toda certeza ser assistida.

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