Com várias indicações a vários prêmios e a vitória do, talvez, mais importante deles, o Oscar de Melhor Filme 2013, o enredo retratado em Argo foi uma ideia inovadora para um roteiro… ou devo dizer, para a vida real? Isso mesmo, a história em Argo aconteceu de verdade! Talvez não exatamente como no filme, (afinal, o que seriam dos roteiros sem um pouco de exagero em nome da arte?), que é dirigido e estrelado por Ben Affleck, mas o suficiente para emocionar o público.

Ao representar fatos reais, é inevitável que uma produção carregue grandes expectativas sobre sua fidelidade e ao mesmo tempo sua inovação, e é isso que “Argo” conseguiu conciliar com maestria. Ambientada na passagem de 1979 para 1980, quando a crise do Irã chegava ao auge, a história conta a trajetória de seis funcionários da embaixada americana que se escondem quando esta é invadida e de um agente da CIA que bola um plano mirabolante envolvendo uma superprodução hollywoodiana para resgatá-los.

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Durante cada momento de tensão e alívio, o espectador tem a sensação de estar ali, com os personagens, mesmo sabendo que a história já está escrita. Talvez o pior seja descobrir que, depois de tudo, os heróis não puderam compartilhar sua conquista até anos depois, quando a operação veio a publico.

Mas frustrações à parte, a satisfação de ver um dos melhores resgates da história moderna, exemplo de cooperação entre nações, acontecer em duas horas de vídeo. Porém, como tudo o que parece bom demais para ser verdade, Argo não é uma história de heroísmo tão conveniente quanto aparenta ser.

É claro que o tendencioso ufanismo estadunidense teria seu espaço em um filme sobre a liberdade de cidadãos norte-americanos no Oriente Médio, e por isso o agente da inteligência secreta do país é retratado como o grande herói da trama. Mas vale destacar que manifestações polêmicas após o lançamento bem sucedido do filme apontaram os então embaixador e primeiro ministro canadenses como donos de um papel importantíssimo no planejamento e execução do resgate.

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Controvérsias à parte, o longa acertou em vários outros aspectos, como ambientação de cenário e figurino de acordo com a época. Com a devida contextualização histórica no início, e a conclusão retrospectiva no fim, a sequência de acontecimentos também foi muito bem disposta. Apesar de puxar sardinha para o lado americano, a produção foi merecedora dos aplausos e premiações que recebeu.

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