Armageddon é mesmo o fim do mundo.

O enredo cobre muitas das mesmas bases que “Impacto Profundo”. O filme conta uma história semelhante, mas em velocidade rápida.

Bruce Willis é um perfurador de petróleo recrutado para liderar duas equipes em uma missão de emergência para um asteroide “do tamanho do Texas“, que está prestes a colidir com a Terra e destruir toda a vida. Seu trabalho: perfurar um buraco de 800 pés e colocar uma bomba nele. Isso irá explodir o asteróide antes que ele mate a humanidade.

OK, digamos que você consiga explodir um asteróide do tamanho do Texas. E se uma peça do tamanho de Dallas fosse deixada? Isso não seria grande o suficiente para destruir a vida na Terra? Que tal uma peça do tamanho de Austin?

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Vamos combinar: até mesmo um objeto do tamanho de um shopping seria o suficiente para acabar conosco.

O filme começa com uma narração de Charlton Heston nos dizendo sobre o asteroide que dizimou os dinossauros. Então, podemos ver o “65 milhões de anos depois”.

As próximas cenas mostram um astrônomo amador observando um objeto. Nos deparamos com reuniões de alto nível no Pentágono e na Casa Branca. Vemos pessoas comuns cujas vidas serão mudadas para sempre pelos eventos que estão por vir. Tudo isso já aconteceu em diversos longas-metragens antes. Não há uma ideia original no filme.

Armageddon supostamente usou os serviços de nove escritores. Por que precisou de algum? O diálogo ou é gritado ou é romântico. “Vai explodir!” é usado tantas vezes, que a gente se pergunta se cada escritor usou uma vez achando que estava bom.

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Armageddon é sobre desastre, mas ele mesmo é quase um

Filmes de desastre e tragédias desse tipo sempre têm pequenas vinhetas da vida cotidiana. O mais idiota em Armageddon envolve dois turistas japoneses em um táxi em Nova York. Depois que os meteoros transformam uma rua inteira em um terreno baldio em chamas, a mulher reclama: “Eu quero ir às compras”. Jesus!

Existem cenas nas quais as bombas são zeradas. Há até mesmo uma cena clássica em que eles estão tentando desconectar o cronômetro e precisam decidir se cortam o fio vermelho ou o fio azul. Armageddon só esqueceu que aquela não era uma bomba terrorista. Era uma bomba militar padrão dos EUA, que poderia ter sido desarmada por um militar que estava no local especificamente porque sabia da bomba.

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Explosões importantes de efeitos especiais – como o asteroide – têm detalhes turvos e o filme é cortado antes de darmos uma boa olhada. As poucas cenas “dramáticas” são os bons e velhos clichês.

Com tantos detalhes deixando a desejar, Armageddon, como já foi dito, pode ser considerado literalmente o fim do mundo. E não é porque foi lançado em 1998; é porque o enredo é cheio de “buracos” mesmo.

 

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