Devido ao grande sucesso da primeira e da segunda temporadas, a terceira parte de Atypical chega hoje (01) ao catálogo da Netflix. Se você já é fã da série e quer lembrar os acontecimentos da última temporada antes de maratonar, esse texto é pra você. Se você quer saber mais sobre Atypical, mas ainda não terminou a segunda temporada, cuidado com os Spoilers a seguir! Confira a resenha da primeira temporada aqui. 

Sobre o Enredo

O último episódio da primeira temporada termina como um prato cheio de possibilidades, e felizmente é possível vê-las sendo bem exploradas na segunda. A proposta inicial de Atypical de mostrar a jornada de autoconhecimento de Sam é melhor desenvolvida nessa temporada. Agora ele por vontade própria se dedica intensamente a provar que consegue ser independente e que, por isso, está pronto para a faculdade. Ele assume a responsabilidade desde as coisas pequenas, como lavar sua roupa e esquentar a própria comida no microondas, até criar uma conta no banco para gerenciar seu próprio dinheiro.

Ele também se envolve em mais dinâmicas sociais, participando de terapia em grupo e se envolvendo com outra garota além de Paige (Jenna Boyd). Inclusive, o relacionamento com ela evoluiu muito desde a primeira temporada. Ao invés de permanecer tão obcecado em enquadrá-la na sua vida, como no ano anterior, ele leva as coisas com mais naturalidade, na medida do possível. Sam também gerencia melhor seus sentimentos, sem ligar muito para as demonstrações de ciúmes de Paige sobre a nova garota com quem ele se envolve.

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A participação em um grupo com mais adolescentes autistas também foi importante para a relevância temática da série, ao expandir a visibilidade de uma pessoa só para várias. Isso admite a diversidade dentro do espectro, e reforça que cada pessoa é única. Esse é um aspecto que melhorou da primeira temporada pra cá, embora ainda possa haver maid manifestações além dos monólogos de Sam sobre o autismo e sua vida. Mas isso não é uma crítica a essas reflexões, pelo contrário; um dos pontos altos de Atypical é o espaço que se dá pra que a voz de Sam seja ouvida e pra que sua opinião importe, afinal, ele é quem mais entende como é ser ele.

Ao mesmo tempo em que Sam se destaca, de acordo com o papel de protagonista, os demais personagens também são mais explorados. Especialmente a irmã Casey ganha muito espaço dentro da história durante a nova fase no colégio. Ao mesmo tempo em que ela precisa conquistar seu espaço na equipe de atletismo, ela tenta se encaixar socialmente. Enquanto por um lado ela tem o suporte de Evan nesse momento, por outro a situação entre os pais em casa a abala. Depois que ela finalmente consegue fazer amizades, surge um conflito particular para Casey entre os colegas da nova escola e o namorado. O relacionamento dela com Evan chega a ser abalado por conta disso, mas tudo parece se acertar logo. E então de repente a amizade dela com a colega Izzie se transforma em algo mais íntimo…

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Esse ponto da série se torna muito delicado, porque mesmo que a representatividade LGBT seja super válida, o contexto desse relacionamento torna muito difícil apoiar o casal. A infidelidade por parte das duas, principalmente depois que Casey ficou tão revoltada com a traição de sua mãe, deixa um clima desfavorável. Mas vale a pena esperar para ver o que acontecerá na terceira temporada, que já está cheia de expectativas sobre a continuação desse relacionamento por causa da cena final.

Mas elas não são o único casal a dividir opiniões entre os espectadores. Doug (Michael Rapaport) e Elsa (Jennifer Jason Leigh) também estão passando por um momento difícil, principalmente pela dificuldade dele em superar a traição e voltar a olhar para Elsa com amor.

Elenco e Personagens

A performance de Doug merece destaque nessa temporada. Por conta da infidelidade de Elsa e do desconforto causado por isso, surge um lado muito mais emocional dele. O espectador vê um pai muito mais ativo e envolvido, mesmo que esteja sendo bem difícil lidar com a esposa.

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Direção e Fotografia

A cinematografia de Atypical continua sendo suficiente, mas sem supreender. A série apresenta vários momentos com grande carga emocional. Embora isso não seja tão aproveitado visualmente, a direção consegue, pelo menos, apresentar uma trilha sonora excelente, que cumpre bem o papel catalisador das emoções da história.

Cenografia e Figurinos

Um elemento mais recorrente ao longo dessa temporada são os flashbacks, e a ambientação foi essencial nessas horas.

Os figurinos também têm uma importância massiva em representar a identidade de cada personagem, e isso é relevante até nas dinâmicas relacionais. Por exemplo, o gosto por marcas esportivas famosas e roupas mais confortáveis e alternativas de Casey é compartilhado por Izzie, embora ela seja mais vaidosa. Isso sutilmente promove uma identificação entre as duas personagens, passando a ideia de que elas combinam juntas.

Recomendação

A segunda temporada de Atypical consegue superar expectativas e causar emoções mais fortes nos fãs. Embora muita coisa tenha evoluído em relação a Sam, ainda há muitos conflitos esperando para serem resolvidos na terceira temporada. Conte quais as suas expectativas para os episódios que estão estreando hoje na Netflix!

 

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