Mais um terror asiático estreou na Netflix, e, dessa vez, não decepcionou. Apesar da temática sobrenatural, não espere um filme de sustos e jumpscares. É um terror psicológico que constrói, aos poucos, uma atmosfera sombria, tensa e angustiante. Um daqueles filmes que nos faz ter ainda mais certeza de que o mercado de terror asiático é, com certeza, muito acima da média.

Aurora – O Resgate das Almas nos conta o trágico acidente do navio Aurora, que, por conta da irresponsabilidade e da ganância de algumas pessoas, colidiu com uma grande rocha e naufragou, matando diversos passageiros. Leana é a dona de uma pousada que está localizada exatamente no local do acidente, o que resulta, para ela, em uma enorme perda financeira. Não só ela, como diversos moradores da ilha são prejudicados e se veem obrigados a vender suas casas e fechar seus comércios. Com a ajuda de Eddie e Ricky, ela começa uma busca arriscada pelos corpos dos passageiros do navio, a pedido das famílias das vítimas e também por dinheiro. Leana só não sabia que encontraria muito mais do que corpos sem vida.

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Aurora – O Resgate das Almas tem todos os elementos para ser um bom filme de terror: uma ótima trilha sonora, que se encaixa perfeitamente e consegue criar muito bem a atmosfera de terror; uma fotografia que se destaca e realça ainda mais o clima triste e sombrio do longa, e uma narrativa minuciosa, que constrói, sem pressa, o clima de suspense. Mas a obra se destaca ainda mais por ir além do terror e nos mostrar até onde a ambição humana pode chegar.

Apesar da narrativa lenta, o filme não se torna cansativo em momento algum. Ao contrário: consegue te prender do início ao fim. Há um clima constante de tensão e suspense, que cresce, aos poucos, ao decorrer do longa, e não se perde em momento algum. Nos momentos finais, a narrativa muda e o filme prega algumas peças e confunde a mente do espectador, tudo de forma proposital. E isso é ótimo! Não é possível saber se algumas cenas são reais ou apenas imaginação dos personagens.

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A fotografia se destaca com seu tom azulado e escuro, que transmite todo o clima triste e sombrio do longa. A maquiagem dos mortos é interessante: faz com que eles, ao invés de medo, transmitam toda a sua dor, angústia e sofrimento. A direção é muito boa e consegue conduzir os atores com competência, além de saber construir muito bem o clima tenso e sombrio. As cenas dentro do navio são impactantes e causam muita agonia. As atuações merecem destaque, principalmente as de Leane (Anne Curtis) e Philip (Arnold Reyes). Este é o único sobrevivente do naufrágio e consegue passar toda a tristeza e angústia do personagem. Seu olhar parece contar todo o horror pelo qual passou. Anne nos apresenta uma protagonista forte e corajosa. Ela consegue transmitir toda a angústia e o medo que a personagem está sentindo, ao mesmo tempo em que mostra toda a sua força para conseguir ajudar as famílias das vítimas e proteger sua irmã caçula.

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Aurora – O Resgate das Almas é um filme de terror acima da média e uma grata surpresa, em meio a um catálogo do gênero fraco da Netflix. É tenso, sombrio, angustiante e impactante. Um longa inteligente, que sabe mexer com a mente do espectador, e utiliza o gênero para criticar a irresponsabilidade e a ambição sem escrúpulos do ser humano. Não é um terror de sustos, e esse foi seu grande acerto.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Parece um remake de NAVIO FANTASMA, mas sem terror algum, sem narrativa alguma, sem originalidade própria. Tem momentos que torna cansativo e vc acaba mudando de canal.
    Nota 6

  2. Olá, gostei do filme e de sua análise, pela forma que escreveu parece que você conhece bastante sobre terror asiático, eu tenho alguns textos sobre os filmes desse gênero e queria conversar com você sobre alguns pontos de vista que tenho sobre eles, e queria saber se também já assistiu Kairo de 2001. Se tiver interesse e quiser conversar sobre terror asiático me fale algum contato seu. Na sua análise do filme Suzzanna achei curioso a frase, “o filme consegue te fazer torcer por um espírito vingativo, que quer não só matar, mas torturar os seus assassinos frios e atrapalhados”.
    Eu não vejo os espíritos representados nesses filmes como ruins, é claro que eles matam, mas eu vejo eles como vítimas. Principalmente se eu pegar de exemplo o filme Água Negra de 2002.
    Aguardo seu retorno. Até.

    • Boa noite, Lucas!! Que bom que gostou do filme e da resenha!! Muito obrigada pelo seu comentário! Eu não conheço tão bem sobre terror asiático, mas gosto bastante e procuro estar sempre assistindo. Não cheguei a assistir Kairo, mas achei bem interessante a sinopse e vou procurar. Sobre a questão dos espíritos do filme Suzzanna, super concordo com você! Eu também tinha pensado nisso, são vítimas, realmente! Um ponto que eu poderia ter colocado no texto. Enfim… Deixo meu e-mail, assim pode me chamar por lá e eu te deixo outro contato, caso queira: bella.lazaroni@gmail.com

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