Baby chega para mais uma temporada na Netflix trazendo consigo a beleza da língua italiana para o catálogo. Porém a sensação é de que são partes de uma história entregues de maneira incompleta. Talvez, tanto drama a ser explorado exigisse alguns episódios a mais.

A segunda temporada se inicia com o retorno dos adolescentes do período de férias. Como já sabemos, o telefone do falecido Saverio, antigo “chefe” das garotas, permaneceu com Ludovica (Alice Pagani). E não foi apenas por curiosidade, a garota começou a tratar dos próprios encontros e a tomar as rédeas de como seus serviços seriam vendidos. E esse é o primeiro dos dramas que a levará a ter problemas com certos clientes.

Por outro lado, assim como comentei nesta matéria, Damiano (Riccardo Mandolini) tem seu próprio drama acontecendo. Seu envolvimento com Fiore (Giuseppe Maggio) lhe trouxe sérios problemas e está começando a prejudicar até mesmo seu desempenho escolar, além de ameaçar sua integridade física.

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Ambos os problemas, tanto o de Ludovica, quanto o de Damiano, são usados por Fiore como arma de manipulação contra Chiara (Benedetta Porcaroli). A menina acaba se entregando à vida que tinha no passado e um novo ciclo se inicia.

A história parece apenas introduzir novos acontecimentos, mas não se aprofunda neles

Um erro terrível de séries curtas é a superficialidade. E foi onde Baby, infelizmente, pecou nesta temporada. Apesar de alguns assuntos terem sido bem trabalhados, como foi o caso do descobrimento da sexualidade de alguns personagens, outros foram deixados de lado. Fiore por exemplo atuou, literalmente, nas sobras, quase não teve tempo de tela. E isso foi terrível visto que grande parte do que aconteceu com as garotas na temporada foi culpa dele.

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Isabella Aguilar e Giacomo Durzi, os roteiristas, precisavam ter sido um pouco mais objetivos na construção dos fatos. A sensação é de algo incompleto. Mas isso não quer dizer que tenha sido totalmente ruim. A direção de Andrea De Sica e Anna Negri conseguiu nos entregar, dentro das limitações do roteiro, um bom trabalho quanto às cenas.

Os aspectos estéticos de Baby continuam incríveis

Fotografia, cenário e figurino continuam muito bem trabalhados. E é interessante ver a forma como tais aspectos mudam quando temos a diferença da cultura. Então é um ponto positivo para a série.

O elenco de Baby não teve uma evolução incrível, mas ela existiu

Alice, Benedetta, Riccardo, nenhum deles teve uma grande evolução no quesito atuação. E também, não foi exigido algo muito diferente dos atores do que tinha sido exigido no início da série. O único destaque nesse ponto foi Mirko Trovato, o ator de Brando. Totalmente diferente do que vimos na primeira temporada, agora soubemos as razões pelas quais o garoto age daquela forma. Mas, no geral, a série entregou bem o que prometeu, apesar de alguns erros.

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