Vencedor do Oscar de Melhor Filme no ano de 2000, Beleza Americana competia com outros grandes títulos como À Espera de Um Milagre. Dirigido por Sam Mendes e com roteiro de Alan Ball, o filme é todo sobre aparências.

É sobre a Beleza Americana que tanto almejamos, porque é uma vida perfeita. Mas o filme mostra como as aparências enganam. Como a típica família estado-unidense perfeita pode, na verdade, estar em colapso.

Como o ex fuzileiro disciplinado e homofóbico pode não passar de alguém que transmite suas inseguranças e desejos oprimidos através de ódio àqueles que não têm medo de se expressarem. E como a garota popular que esbanja uma vida libertina pode ser extremamente insegura.

O roteiro de Beleza Americana é simples, mas extremamente competente

O filme não é muito complexo, ele tem uma narrativa simples e os eventos levam a um final que não foi exatamente surpreendente uma vez que o próprio protagonista avisa no início o que aconteceria com ele.

O roteiro de Alan Ball realmente mereceu seu prêmio por nos entregar algo fácil de ser entendido e, ainda sim, nada entediante e com diálogos realmente relevantes e bem construídos.

Além de, é claro, trazer toda uma metáfora que interliga o título do filme ao seu maior símbolo: as rosas vermelhas. Elas são chamadas de American Beauty e não possuem espinhos nem cheiro. Isso se assemelha ao vazio dos personagens que estão vivendo apenas de aparências.

O visual do filme merece uma atenção especial

Além de levar os prêmios de Melhor Roteiro Original e Melhor Filme, este longa também garantiu a estatueta de Melhor Fotografia. E não é para menos, ele realmente traz um enquadramento perfeito e jogos de câmera bem fluidos. Porém a película é um pouco escura, o que é característicos dos filmes de drama da época, talvez incomode.

Já em termos de cenário e figurino, não há muito o que falar uma vez que tratam de elementos típicos do subúrbio estado-unidense.

Sobre o trabalho de elenco em Beleza Americana

O direcionamento que Sam Mendes deu aos atores foi maravilhoso. Kevin Spacey, que também levou uma estatueta para casa como Melhor Ator, nos entregou um protagonista um pouco problemático levando em conta o fato de estar apaixonado por uma adolescente. Mas seu trabalho merece elogios.

Annette Bening entra como Carolyn, a outra ponta do relacionamento que não está satisfeita com a situação atual. Thora Birch, que interpreta Jane, a filha do casal, pode aparentar não ter muitas expressões no começo, mas é reflexo do momento em que a personagem se encontra. Ambas atuaram de forma muito competente.

Wes Bentley faz o vizinho esquisito de Jane. Posteriormente, descobrimos que isso é um reflexo do relacionamento abusivo que tem com o pai. Além da falta que sente da mãe, que está inerte com relação a tudo que acontece. Possivelmente isso se dá por conta de uma depressão.

Por fim, temos Mena Suvari, a icônica Angela das cenas mais representativas do filme. A atriz trabalhou muito bem a dualidade de sua personagem, que esconde suas inseguranças através de seus relatos sobre experiências sexuais. Tudo para construir sua imagem perfeita, afinal, é isso que todos ali estão tentando fazer.

Beleza Americana é um bom filme e fácil de ser consumido. Mas não apresenta reviravoltas muito impressionantes uma vez que os eventos caminham para tal final. É uma narrativa morna de certa forma.

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