Berlim, Berlim – Lolle e suas opções é um filme de comédia dirigido por Franziska Meyer Price e estrelado por Felicitas Woll, Janina Uhse, Jan Sosniok e Matthias Klimsa. É a continuação da série de TV alemã Berlim, Berlim. Estreou na Netflix no dia 07 de agosto e tem classificação de 14 anos. 

Enredo

15 anos após os últimos acontecimentos da série, Lolle está prestes a se casar com Hart, mas a volta do seu primo de segundo grau e ex-namorado, Sven, a deixa confusa e sem saber a quem escolher. Para piorar, ela acaba presa e precisa prestar serviços comunitários. É onde ela conhece Dana, com quem vai viver aventuras bem malucas. 

Elenco e Personagens

Lolle (Felicitas Woll) é uma mulher bem sucedida, tanto na vida profissional quanto pessoal. Ou pelo menos é o que aparenta ser. É cartunista e tem uma empresa ao lado do noivo (ou quase ex-noivo?), mas seu sonho de verdade é fazer quadrinhos. Woll faz um bom trabalho e tem uma atuação convincente, além de um bom timing cômico. Lolle é uma personagem engraçada e bem divertida. Suas trapalhadas são hilárias e o azar que a persegue é capaz de divertir muito o espectador.

Dana (Janina Uhse) conhece Lolle na escola onde ela vai prestar serviço comunitário e, logo de cara, não se dão nada bem. Suas personalidades são nitidamente muito diferentes e isso parece atrapalhar bastante um bom convívio entre elas. Dana é bem sarcástica, a maior parte do tempo, e não perde a chance de implicar com Lolle. É uma personagem interessante, com um passado triste e ainda não superado por ela. É muito bem interpretada por Uhse.

A relação entre elas passa por mudanças interessantes e é bom acompanhar esse processo. As atrizes têm química e proporcionam cenas bem divertidas juntas. É uma relação convincente e passa verdade ao público. Sven e Hart são personagens muito pouco explorados, mas é divertido acompanhar a disputa entre eles pelo coração de Lolle.

Direção e Fotografia

A direção faz um bom trabalho e utiliza recursos interessantes, durante o filme. Como é o caso dos momentos em que a protagonista parece sofrer alucinações e imagina algumas pessoas em forma de desenhos animados. É um pouco estranho, mas funciona. Isso não acontece apenas durante as alucinações da personagem, algumas vezes é utilizado sem motivo. Tem momentos que funciona e outros que, infelizmente, não. Mas é um recurso interessante e que deixou o filme mais divertido. Só poderia ter sido um pouco menos utilizado, exageraram um pouquinho, ficou infantil até demais.

A narrativa é dinâmica, bastante fluida. O filme tem um ritmo bem acelerado, então consegue prender o espectador e não se torna cansativo. Por ser dinâmico e curto (menos de 1h e 30 minutos), passa bem rápido. O roteiro não é muito interessante, não tem uma história muito chamativa, mas, ainda assim, funciona. É uma trama bem construída, com figuras interessantes, engraçadas e confusões bem malucas e divertidas. Os personagens poderiam ter sido mais explorados, principalmente Dana, que tem uma história interessante e que poderia ter sido mais aprofundada. O roteiro utiliza o recurso do flashback e relembra diversos momentos da antiga série, Berlim, Berlim, principalmente sobre os relacionamentos amorosos de Lolle. A fotografia é bem colorida, vívida. Há uma mistura divertida de animação e live-action, boa parte do filme.

Cenografia e Figurinos

Grande parte do filme acontece em uma grande floresta, na qual Dana e Lolle vivem muitas aventuras bem doidas. Também há algumas cenas na estrada, em um castelo, na escola onde Lolle cumpre serviço comunitário, e em uma boate. Os figurinos são compostos por toalhas (que Dana e Lolle usam bastante), roupas formais (Lolle está quase sempre com o mesmo sobretudo), uniformes e máscaras de gás. 

Berlim, Berlim – Lolle e suas opções é um filme engraçado, divertido e com situações bem absurdas e malucas. É basicamente uma comédia besteirol, bem maluca e com muitas situações non-sense. É a continuação da série alemã Berlim, Berlim, mas não há necessidade de ter assistido a primeira produção para assistir o filme, já que este é bem fácil de compreender. A obra ainda passa algumas cenas da série, esclarecendo alguns pontos sobre a protagonista, o que deixa tudo ainda mais claro. Berlim, Berlim: Lolle e suas opções é simples, meio bobo, cheio de absurdos, confusões malucas e bem divertidas. Tem mensagens importantes sobre depressão, amizade e a influência e importância que podemos ter na vida de outra pessoa.

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