Após 14 anos de espera, o personagem Borat Sagdiyev retorna com mais loucuras e muita sátira. Prevendo o sucesso que o filme traria, a Amazon Prime Video adquiriu os direitos para exibir o longa.

Sobre o Enredo

Após ter constrangido o Cazaquistão em 2006, Borat foi despedido, humilhado e levado até gulag, onde passou os últimos anos trabalhando pesado. Mas, para sua felicidade, o governo do país decide enviá-lo novamente aos Estados Unidos para que pudesse entregar um presente ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence, com a finalidade de manter uma boa relação entre o governo do Cazaquistão e o presidente Trump.

Borat segue durante 22 dias em um navio de carga até chegar ao país. Após a repercussão do seu documentário em 2006, ele é conhecido nas ruas pelos americanos e precisa usar uma fantasia para não ser reconhecido. Ao ir de encontro do macaco que seria dado ao vice-presidente, ele descobre que sua filha Tutar veio no lugar do animal.

Para que não seja morto pelo governo, ele decide dar sua filha de 15 anos à Pence, mas após invadir um comício e ser retirado de lá sem conseguir falar com o homem, ele decide preparar sua filha, deixando-a mais bela para entregar ao ex-prefeito de Nova York e advogado de Trump, Rudy Giuliani.

Enquanto isso, Tutar descobre e fica surpresa em saber que mulheres podem ler, escrever, dirigir e comandar negócios, percebendo que não precisa ser submissa a um homem para ter seu final feliz. Porém, a garota não poderia ser feliz totalmente sabendo que seu pai poderá ser morto.

Sobre a Temática

Em meio aos últimos preparativos para as eleições nos Estados Unidos e uma pandemia que afetou o mundo inteiro, Sacha Baron Cohen consegue sabiamente extrair muito material para acrescentar em seu filme.

Na sua trajetória em Borat 2, claramente ele foca nos republicanos, mais precisamente em Trump e políticos mais próximos (Mike Pence e Rudy Giuliani). Em seus momentos de sátira, nem mesmo o presidente Bolsonaro escapou das brincadeiras de Cohen e seus roteiristas.

Outra temática que não ficou de fora foi questões ligadas as mulheres. De forma bem “vergonha alheia” e em muitos momentos nojenta, ele e a atriz Maria Bakalova conseguem trazer alguns ensinamentos, acredite ou não.

Após ser surpreendido por uma pandemia que afetou o mundo inteiro, ele incluiu o problema de forma inteligente em seu roteiro, mostrando que a equipe por trás de Borat 2 é sagaz e de certa forma genial, rendendo até uma virada surpreendente que nenhum expectador iria prever.

Sobre o Elenco e Personagens

Não tem como negar a inteligência e a facilidade que Sacha Baron Cohen tem de incorporar o personagem e não sair dele nem mesmo em momentos mais complicados (visto que a maioria das cenas são esquetes reais). O ator é perspicaz e consegue tirar proveito de tudo que aparece em seu caminho.

Suas interações com Maria Bakalova, que interpreta sua filha Tutar mostram muita química entre os atores. Bakalova mostra muitas semelhanças com Cohen, conseguindo permanecer no papel até mesmo em situações mais complicadas.

É importante citar que a maioria das aparições do filme são de pessoas comuns, e não atores. Desta vez, ao contrário do filme de 2006, é possível ver que alguns rostos foram desfocados, pois a pessoa não concordou em aparecer no filme. Embora, informações dão conta que diversas pessoas processaram os criadores do filme. Certamente o advogado de Trump, Rudy Giuliani é um deles.

Sobre a Direção e Fotografia

Com direção de Jason Woliner, o roteiro é muito bem criado, aproveitando todo e qualquer acontecimento ocorrido durante as gravações, para encaixar no filme. Provavelmente, a equipe que compõem o filme não espera que durante as gravações, uma pandemia fosse atingir ao mundo, mas o ocorrido não foi pretexto para que eles tivessem que suspender as gravações.

A fotografia do filme é bem urbana, mostrando ruas americanas, com predominância de cores claras e cinza. Ele mantém a mesma estética mais escura e com paisagens mais humildes do Cazaquistão, aproveitando para dar um tom mais sombrio no escritório do governo Cazaque.

Sobre a Cenografia e Figurinos

Os cenários utilizados no filme mostram as casas simples e humildes do Cazaquistão, além de algumas casas de americanos. Foi utilizado comícios para compor a história, uma loja de fantasias, uma doceria, uma casa em que dois homens acolhem Borat, uma igreja e um hotel.

Neste filme, para poder passar despercebido, Borat precisou utilizar diversas fantasias. Entre os figurinos estão a fantasia de Trump, uma roupa mais rural, o famoso biquíni que desta vez é azul e os típicos ternos. Tutar, que a princípio usava trapos, depois foi vestida com uma roupa de baile e por fim um lindo vestido azul.

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