Desde “Os Sopranos”, os espectadores podem assistir ao crescimento do dilema moral nos seriados. Em Breaking Bad temos um professor de química com câncer de pulmão terminal. Ele que quer vender metanfetamina para sustentar sua família antes que ele morra. O cara é um homem bom ou um homem mau?

A série é ​​um drama completo que chega a satirizar nossos sentimentos com relação ao que se expõe no enredo. Ela não inspira a simpatia por um homem bom e esforçado que apenas toma decisões erradas. Interpretado por Bry an Cranston, Walter White é um tolo, mas é um tolo com um coração gigante e um QI alto.

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Não podemos dizer que Breaking Bad funciona tal como Dexter com seus labirintos de moralidade. Por um lado, a série tenta muito ser socialmente relevante. Faz isso com Walt representando uma tentativa desesperada da classe média para subir algumas posições.

Tão magro e desgastado por sua vida financeira e seu diagnóstico sombrio, Walt não vai aguentar muito. Você pode sentir o criador Vince Gilligan esforçando-se para construir uma fábula americana emblemática e esquecendo-se de preencher sua história com particularidades e motivações verossímeis.

Breaking Bad nos apresenta a dualidade moral em sua 1ª temporada

E sabemos o tempo todo que Walter White é um herói, que achata o potencial de complexidade do personagem. Seu último nome implica apenas coisas boas, sem áreas cinzentas. Ele é um professor devotado, que trabalha em troca de dinheiro extra em uma lavagem de carros. É um marido leal a esposa grávida Skyler (Anna Gunn). É um pai carinhoso com o filho adolescente Walter Jr. (RJ Mitte), que tem paralisia cerebral.

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Breaking Bad deixa claro que Walter não fumava, só para o caso de querermos culpá-lo por seu câncer. A série não é uma prova moral ou uma olhada nos dois lados da natureza humana; é apenas um passeio rápido para o inferno.

Temos a ambientação no Novo México, e somos abençoados com cores nítidas do deserto. Ocasionalmente, Breaking Bad extrai humor da dinâmica entre Walt e seu sócio, Jesse Pinkman (Aaron Paul), que já foi seu aluno. Jesse é tão idiota quanto Walt é inteligente, tão sensível quanto Walt é de baixo impacto, e seus golpes são constantes e abrasivos.

Em toda a 1ª temporada temos cenas ricamente humanas e específicas, qualidades que todos adorariam ver mais na série.

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