Cartão de Natal é o resumo de todos os clichês das comédias românticas natalinas. Mas não, isso não é necessariamente uma coisa ruim.

Esse filme é mesmo um clichêzão, com seus dispositivos bem usados de desenvolvimento de personagens e enredos. Conta a história da socialite Ellen Langford, que, para herdar a empresa multimilionária de seu pai, precisa primeiro visitar sua pequena cidade natal, Snow Falls, onde ela aprende o valor do trabalho duro e ajuda aos outros. Parece o cenário perfeito para um ótimo jogo de palavras e um arco de história previsível.

Cartão de Natal tem tudo isso. Uma jovem que é devotada à sua carreira? Verifica. Uma façanha atrapalhada para apresentar o protagonista masculino, com quem ela terá uma relação argumentativa de amor e ódio a princípio? Verifica. Um noivo que não é bom para ela, mas ela não entende isso até que conhece o cara legal acima mencionado? Verifica. A direção e produção do longa-metragem entende claramente o que acontece na criação de uma comédia romântica de Natal, e todas as opções estão marcadas.

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Cartão de Natal é um clichê bonitinho, mas não traz nenhuma emoção em termos de novidade

Enquanto se assiste a esse filme, temos algumas perguntas que ficam pairando no ar. Para começar, por que toda protagonista feminina é desajeitada? Incorporar a comédia física na forma de uma mocinha bonita e desajeitada parece ter sido um dispositivo de enredo indispensável desde o início das comédias românticas.  E por que o casal principal tem que passar por tantas provações? Bom, se fosse fácil, não teria graça.

Cartão de Natal adota a divisão entre a cidade e o campo. Quantos filmes prosperaram na combinação de uma pessoa da cidade, em ritmo acelerado, com um tipo de cidade pequena mais calma, que pode mostrar a eles o que é realmente a vida? Então, são muitos.

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Sem surpresa, Ellen descobre que seu interesse amoroso predileto Jake Collins tem um lado sensível. Ela também aprende o verdadeiro significado do Natal, comunidade, generosidade, blá, blá, blá.

Como a maioria dos filmes extravagantes, esse longa-metragem termina com uma nota comovente. Para quem curte os clichês, esse não de é de todo ruim. Mas não traz nenhuma emoção em termos de novidade.

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