Corgi: Top Dog, que já havia sido lançado nos Estados Unidos há alguns meses, finalmente chegou ao Brasil nesta quinta-feira (05). Na história, Rex é o cachorro preferido da Rainha da Inglaterra, causando inveja nos demais corgis do Palácio de Buckingham. Entretanto, seus dias de luxo estão contados quando arruma uma tremenda confusão durante a visita do presidente americano, Donald Trump, e acaba em um canil.

Enredo Sessão da Tarde

A narrativa não é muito inovadora, sendo só mais um filme sobre um cão mimado e arteiro que se perde de seus donos e vive uma aventura nas ruas, onde irá aprender mais sobre o mundo real, sobrevivência e a importância de ter um lar, assim como terá suas primeiras experiências românticas com uma cadelinha de rua, mas muito bonita – bem ao estilo de Banzé, continuação de A Dama e o Vagabundo.

Entretanto, não é nem a falta de criatividade que incomoda neste filme, mas como alguns eventos são muito forçados para dar efeito dramático, tal como a dublagem caricata (ao menos em inglês) que não é cativante aos ouvidos. Além disso, para uma animação originalmente voltada para o público infantil, há um excesso de duplo sentido e violência que pode não ser tão recomendável para faixas etárias mais baixas.

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Amizade e consequências

Para não ficar só em comentários negativos, o grande ponto deste filme é como aborda a importância da amizade, sobretudo ao luxo que se pode ter. Mas é só graças aos personagens que se descobre essa “moral da história” no decorrer do filme, quando os animais do canil se unem para ajudar Rex a retornar a sua casa.

O bom ato é recompensado, enquanto os falsos e traidores vivem as consequências de suas ações. Aí mora mais um ensinamento do longa, que não falha ao dar boas lições aos mais jovens – e também aos adultos.

Realeza e política

O filme é ambientado no palácio real e a primeira cena traz Trump ao centro da narrativa. Entretanto, nas poucas cenas que aparece, o presidente dos Estados Unidos é retratado como uma figura infantilizada e um tanto tola, preocupado mais em tirar selfies para exibir sua viagem a realmente discutir negócios. E só.

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Por outro lado, mostra um pouco do cotidiano da Rainha e de sua relação com o Rei, mas principalmente com seus queridos cachorros. Uma das partes mais legais do filme é que trata-se quase de um documentário, já que Elizabeth 2ª realmente é uma apaixonada pela raça corgi e ostenta inúmeros cães em seu palácio.

Seus bebês vivem em grande luxo, com comida, caminhas confortáveis e um quarto só para eles, mas a chegada de Rex não agrada muito a Charlie, um dos outros três corgis, que fica enciumado, invejoso e age como o vilão da história, enganando o filhote bobinho para roubar seu lugar de queridinho da Rainha.

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Esquecível, mas bom

Embora suas falhas, Corgi: Top Dog é um filme divertido e cumpre com o papel de ser uma opção de entretenimento para passar a hora ou descansar com a família (ou sozinho) após um dia de cão, mas, trocadilhos à parte, é um longa esquecível que não dá vontade de assistir novamente, como 101 Dálmatas, Bolt ou outros filmes com cachorros que apresentam um resultado um tanto melhor.

Sendo assim, vale a pena ver ao menos uma vez e se apaixonar por estes cães lindinhos – tanto os da Rainha quanto os do canil.

 

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