Todos os dias, diversos títulos originais chegam ao catálogo da Netflix. Tal produção em massa nos faz deparar com obras de baixo orçamento e que talvez nem precisassem ter sido feitas, a sensação é de que estão ali apenas para ocupar espaço. Felizmente, esse não é o caso aqui. Criando Dion, no estilo clássico de histórias de herói, chega para ganhar o coração de fãs do formato.

O nome da série nos traz uma certa ambiguidade. Criar no sentido de realmente ter a experiência de criar uma criança, acompanhar e interferir no desenvolvimento dela. Porém também é criar no sentido de criação, surgimento, como um novo herói surgiu. E estamos falando aqui de Dion, um garoto extremamente inteligente e especial interpretado por Ja’Siah Young.

A série conta a história de como Dion de repente passa a ter poderes após a morte de seu pai, que também tinha poderes. Mas não temos explicações alienígenas nem nada do tipo para isso aqui. Mark (Michael B. Jordan) adquiriu seus poderes durante um evento inexplicável na Islândia, onde outras pessoas estavam e tiveram os mesmos efeitos. Dessa forma, acredita-se que o pequeno tenha recebido no DNA tais presentes.

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Criando Dion é mais do que uma história de super-herói

Apesar de ser legal toda essa história de poderes e ficção científica, é preciso ter algo a mais para prender o espectador, afinal, vários outros títulos possuem a mesma temática. Então, o diferencial da série aqui é outro. Ela traz a temática para dentro de um drama envolvendo críticas sociais também.

Então, temos a questão do racismo sendo trazida à tona, o que era de se esperar por termos protagonismo negro na produção. Além disso, também temos outras problemáticas, como é o caso de Esperanza por exemplo. A garotinha interpretada por (Sammi Haney) é bem diferente do melhor amigo do herói do qual estamos costumados.

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Logo, tais diferenças e temas, aliados à boa direção de José Padilha e Elena Soárez e à bela produção narrativa de Carol Barbee formaram uma obra que definitivamente merece seu tempo. E ainda vale citar que toda a produção executiva ficou por conta de Michael B. Jordan.

Sobre o aspecto estético da série

Criando Dion não deixa a desejar quando o assunto é estética, apesar de muitos dos efeitos visuais serem um pouco amadores ainda. A fotografia é muito bonita e traz uma película mais crua para a tela. Além disso, o cenário também é uma grande parte do show, momentos como quando o laboratório é mostrado e outros campos do mundo são explorados são verdadeiramente especiais visualmente. Por fim, temos o figurino, que mostra-se bem simples.

O elenco de Criando Dion merece aplausos

Sim, nós temos a grande estrela Miachel B. Jordan no elenco e sim, ele atuou muito bem, mas temos alguns outros destaques aqui. Alisha Wainwright, que interpreta a mãe de Dion, é um deles. A atriz consegue levar Nicole de uma mãe energética e disposta a fazer tudo pelo o filho, para um semblante de preocupação e, então, vazio.

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Também temos Pat (Jason Ritter), que mostra-se perfeito para o papel de melhor amigo de Mark. O ator conseguiu trazer verdade aos sentimentos do personagem. Entretanto, ouso dizer que a grande estrela é, sem dúvidas, Ja’Siah. O pequeno nos mostra, mesmo ainda tão novo, tudo o que Dion sente. A transparência na interpretação dos sentimentos do garoto foi impecável.

Enfim, o que fica desta resenha é que sim, vale a pena dar uma chance à série e que acredito que ela ainda vá conquistar muitos fãs.

 

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