Curon é um suspense psicológico italiano, dirigido por Fabio Mollo e Lyda Patitucci e protagonizado por Federico Russo e Margherita Morchio. Estreou na Netflix no dia 10 de junho e tem classificação de 16 anos.

Enredo

Após 17 anos e sem conseguir superar a tragédia que aconteceu com a mãe, Anna volta, com os dois filhos adolescentes, à terra natal, Curon, para reencontrar o pai e tentar recomeçar a vida por lá. Curon é uma cidade peculiar, com histórias muito interessantes e uma lenda bem bizarra. A volta de Anna não é bem vista, já que, por conta do incidente com sua mãe, a família ficou marcada e dita como a responsável pela maldição da pequena cidade. Quando Anna desaparece, segredos e mistérios bizarros começam a ser revelados, enquanto seus filhos, com a ajuda de dois amigos, encontrá-la. 

Elenco e Personagens

A escolha do elenco foi bem feita. Os atores trabalham muito bem e se encaixam nos personagens. Eles se entendem bem em cena e têm bastante química, principalmente o quarteto adolescente (Daria, Mauro, Micki e Giulio). 

Daria (Margherita Morchio) e Mauro (Federico Russo) são filhos de Anna. Vindos de Milão, não estão adaptados a uma cidade pequena e tampouco desejam estar ali. Enquanto o rapaz é mais tranquilo e responsável, Daria é mais rebelde, durona e se mete em algumas confusões. São personagens bem interessantes, os atores têm carisma, suas atuações são bem convincentes e conseguem conquistar o público. 

Anna (Valeria Bilello) é uma mulher traumatizada pela morte da mãe e por tudo que aconteceu na fatídica noite. Ela tem pesadelos constantes, e a volta para Curon parece piorar ainda mais a sua vida. 

Giulio (Giulio Brizzi) e Micki (Juju Di Domenico) são irmãos e cresceram na cidade. Ele planeja se mudar assim que terminar a escola, e ela está passando por uma descoberta em relação a sua orientação sexual. São personagens interessantes, que poderiam ter tido as tramas mais trabalhadas e aprofundadas. Eles passam por mudanças, ao longo dos episódios, e os atores fazem isso muito bem. 

O pai de Anna, Thomas (Luca Lionello), é um homem duro, com uma saúde frágil, marcado por uma pesada tragédia familiar e, para piorar, ainda é discriminado pelos próprios vizinhos. O ator faz um ótimo trabalho. Sua relação com os netos é bem construída e crível, além de ter um desenvolvimento muito bonito.

Lukas (Luca Castellano) não é um dos personagens principais, mas se faz quase tão importante quanto. É o melhor amigo de Micki: um garoto tímido, de quem os outros meninos zombam e se aproveitam. Ele passa por uma grande mudança e o ator faz isso muito bem. É um personagem com muitas camadas e bem interessante. Castellano faz uma bela construção de personagem.

Direção e Fotografia

Os diretores fazem um trabalho muito bom, ainda que a produção tenha alguns erros bobos. A narrativa é fluida e de fácil compreensão. Ela utiliza o recurso de passado e presente, algumas vezes, o que facilita o entendimento da história e das tramas das personagens. Acontecem muitas coisas dentro de um mesmo episódio e, mesmo assim, a série não se perde, em momento algum. Ela consegue prender o espectador, que se sente cada vez mais interessado nos mistérios e nos personagens. O roteiro não é muito inovador e trata sobre um tema já conhecido: doppelgänger (duplo ou sósia sem relação biológica com uma pessoa viva, geralmente prenúncio de má sorte), já visto em diversas outras produções, inclusive no mais recente e ótimo filme Nós, de Jordan Peele. Em Curon, o doppelgänger é tratado de forma mais sobrenatural. É uma abordagem muito interessante e bem feita.

O roteiro trabalha muito bem a história e os muitos mistérios desenvolvidos ao longo dos episódios, mas falha um pouco ao desenvolver as tramas e o psicológico dos personagens. Tenta, mas não consegue aprofundar nenhum. Ainda assim, a história é tão interessante e bem feita, que esse erro não incomoda. O clima de suspense é muito bem trabalhado, há uma atmosfera de tensão e medo crescentes. A fotografia, mesmo que não tenha nada muito diferente de outras produções do gênero, combina perfeitamente com o ambiente de terror e suspense. Na maior parte, é uma fotografia cinza, um tanto azulada, em tons frios. Ela consegue aumentar ainda mais a tensão e o medo já presentes. A trilha sonora não agrada e, muitas vezes, pouco tem a ver com a cena.

Cenografia e Figurino

Muitas cenas acontecem dentro das casas de vários personagens, principalmente no hotel da família Raina. A floresta também é um cenário muito utilizado, assim como uma cabana isolada. Os personagens usam muito armas, principalmente de fogo. Há muitos crucifixos nas paredes das residências, o que chama muito a atenção e deixa bem claro o quão religiosos são os habitantes locais. O figurino é composto por roupas de frio, por conta do clima local. 

Mais sobre a série

Curon é uma série inteligente, que faz uma abordagem diferente e bem interessante sobre os doppelgänger. Tem um roteiro muito bem construído, ótimas atuações e um clima de suspense crescente, com cenas de tirar o fôlego. É muito fácil assistir vários episódios de uma vez, mesmo que sejam um pouco longos. Não se sabe se haverá uma segunda temporada, mas esperamos que sim!

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