Após o cancelamento de Luke Cage, Punho de Ferro e Defensores, e o agravamento da crise Marvel-Netflix, chega à plataforma de streaming a terceira temporada de Demolidor, única série, ao lado de Jessica Jones, a não ter sido cancelada. Após uma segunda temporada fraca e o desastre que foi Os Defensores, os produtores da série apostaram em uma fórmula de sucesso comprovado: trazer de volta o Rei do Crime, e acertaram em cheio.

O foco da história está na ascensão de Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio), preso por Murdock (Charlie Cox) ao final da primeira temporada. O vilão, que já se mostrava um personagem complexo, é ainda mais desenvolvido, e adiciona camadas de complexidade não só para si, mas para os outros personagens da trama. Como é o caso dos novos personagens introduzidos, o agente do FBI Ray Nadeem (Jay Ali) e o agente Benjamin Pointdexter (Wilson Bethel), ambos profundamente influenciados pelo Rei do Crime. Com destaque à bela introdução e construção de personagem de Ben como Mercenário.

A série se apoia totalmente no antagonista, e isso não é um problema. O modo com que Fisk faz a história se mover é altamente engajante. O público é apresentado a uma situação de real perigo perante o poder desse personagem, que parece imbatível por muitas vezes. Adotou-se uma espécie de narrativa de dispositivo que foi bem sucedida, no geral. No entanto, a série sofre de um problema recorrente nas produções da Netflix, um número exagerado de episódios que torna a experiência menos agradável, contando com várias “barrigas” em meio aos episódios. Além disso a resolução do conflito foi preguiçosa e apressada, o que é uma pena considerando toda a construção narrativa.

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Os acenos à primeira temporada vão além do vilão. Já é tradição de Demolidor contar com um plano sequência longo, que nesse caso aparece de uma maneira muito mais ambiciosa. São onze minutos de plano em meio a uma rebelião penitenciária muito bem orquestrados pela direção e coreografado pelos atores envolvidos. O foco retorna ao trio de amigos protagonistas e acrescenta à suas histórias, sem ninjas ou magia oculta, felizmente.

Demolidor se mostra como a salvação da Marvel na Netflix, e o faz através de uma ótima temporada que quase se equipara à de estreia. Vale a pena insistir, por pelo menos mais uma vez, na história de Matt Murdock, Karen Page, Foggy Nelson e, principalmente, Wilson Fisk.

 
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