Dumbo é uma das mais clássicas animações da Disney, e teve seu lançamento no ano de 1941. Sua versão em live-action chegou aos cinemas em 2019, com direção de Tim Burton, 1h52m de duração e classificação livre.

Confira o trailer do live-action de Dumbo:

Sobre o Enredo

Na história, Holt Farrier acaba de retornar da guerra, mas sua vida completamente revirada. Sem profissão, esposa e com dois filhos pequenos para criar, o artista circense precisa recomeçar do zero, mas não imaginava que um bebê elefante de orelhas grandes seria tão essencial para esse momento transformador.

Dumbo nasceu em cativeiro e suas orelhas grandes o transformaram em uma piada, até todos descobrirem que elas o permitiam voar, transformando-o na principal atração do circo. Felizmente, nem todos são a favor dos maus-tratos a qual o animal será submetido nesse processo, e Dumbo ainda pode ter um final feliz.

Apesar de um roteiro de fantasia e ficção, o filme é um retrato da crueldade sofrida por animais em circos, e o motivo pelo qual precisamos defender o fim dessa prática. Animais não são entretenimento. Nas sublinhas, aborda-se ainda o preconceito com aqueles que fogem dos padrões, seja em Dumbo os nos artistas circenses que o cercam.

Personagens e Elenco

Há uma humanização do filme. Enquanto na animação acompanha-se o desenvolvimento do Dumbo em meio aos demais animais do circo, essa fantasia foi deixada de lado para dar espaço a personagens humanos, e é uma excelente sacada. Distancia-se um pouco do original, sim, mas trata-se de um filme em live-action, e se todos os personagens fossem feitos de CGI poderia se tornar algo muito menos interessante, como em O Rei Leão (2019).

Nessa adaptação de roteiro, Dumbo continua sendo a grande estrela, com seus olhos fofos e a incrível habilidade de voar como se suas orelhas fossem asas, mas não deixa de destacar também a presença das crianças, principalmente, que são aqueles a quem Dumbo mais se apega e vice-versa.

É graças aos personagens infantis e sua sensibilidade que os demais adultos passam a prestar atenção em Dumbo, que até então sofria preconceito, mas pode se tornar uma grande fonte de renda para o circo, embora com objetivos diferentes. Entretanto, é ainda devido ao coração puro infantil que percebem o quão errados estavam em tratar um animal desta forma e buscam retratar a situação, mas contar além disso pode ser spoiler até para quem já viu o filme animado.

Direção e Fotografia

É um filme dirigido por Tim Burton, mas nem de longe se percebe aquela marca registrada de filmes como O Estranho Mundo de Jack (1993) ou mesmo Edward Mãos de Tesoura (1990), para citar os live-actions, mas sinceramente não faz falta. Dumbo é um clássico, e seu roteiro já foi reinventado o suficiente, mexer também na apresentação do longa poderia torná-lo em uma história completamente diferente, como feito em Alice no País das Maravilhas (2010), e o resultado nem sempre pode ser bom.

A fotografia, por outro lado, é um grande show: há um belo trabalho dos efeitos especiais, principalmente do circo, e dos personagens em CGI, mas toda sua beleza torna-se ainda mais apreciável graças a um pequeno tom de misticismo que é inserido na trama por meio de seu trabalho visual.

Resenha | Dumbo (2019)

Cenografia e Figurino

Neste sentido, a cenografia ganha grande importância: uma grama verde como nunca vista na vida real, circos bonitos mesmo em suas condições mais simples, mas que passam por um processo de evolução conforme dinheiro entra, embora consequentemente torne-se mais triste devido aos acontecimentos com Dumbo e demais personagens, que vão escurecendo a paleta de cores ao longo da narrativa.

O figurino também acompanha o desenvolvimento do circo, tornando-se mais rico e detalhado, mas mesmo nas versões mais humildes não deixa de trazer aquela beleza circense que tanto é apreciada a olho nu, quando ignoramos as tristes condições a quais seus artistas e animais são submetidos — e a quais o filme não nos cega, mas nem por isso deixa de apresentar o visual fantasioso em sua forma mais marcante, pois essa é a intenção do longa: mostrar que por trás de tanta felicidade e beleza, muita tristeza e horrores fazem morada.

Dumbo é, portanto, uma grande história não só sobre os trabalhos forçados e maus-tratos aos animais circenses, mas quanto a humanidade que abriga nesses espetáculos e como, com as intenções certas, um circo pode ainda ser um lugar incrível, divertido e seguro, sem precisar expor animais selvagens a exposições que não lhe pertencem por natureza. Com respeito e amor pela arte, artistas e animais, os circos ainda podem (e devem!) viver.

E você, o que achou do live-action de Dumbo? Gostou mais dele ou da animação? Conta pra gente nos comentários!


 
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