Quando olhamos as belas fotos da cidade de Buenos Aires, não paramos para pensar em toda a podridão existente lá. E com isso eu quero dizer na desigualdade extrema que assola os moradores da Paris da America. Elefante Branco nos leva exatamente para esses pontos da região. Onde drogas, guerras de gangues e pobreza acompanham o cotidiano dos moradores.

Em suma, a trama gira em torno dos padres Julián (Ricardo Darín) e Nicolás (Jérémie Renier). Ambos se dispuseram a viver no conjunto habitacional chamada de vila que não passa da ocupação de um prédio público. Este foi um projeto feito afim de ser o maior hospital da America Latina. Mas agora não passa de um enorme Elefante Branco.

Elefante Branco nos mostra protagonistas humanos

Conforme eu já disse, lá é um ambiente totalmente de periferia, dessa forma, os padres são os heróis da história. Porém o que mais me chamou atenção foi o fato de que esses “mocinhos” são como a gente. São pessoas com desejos, fraquezas. Isso não é algo que vemos em produções.

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Sendo assim, roteiro e direção de Pablo Trapero são simplesmente sensacionais. A mentoria em cima dos atores foi tão magnífica que somos capazes de nos ver ali. Muitas das vezes querendo fazer o bem, mas nos sentido impotentes. Os padres erram, julgam, choram, não são invencíveis.

Elefante Branco é um filme sobre críticas

Tudo está expresso no visual de Elefante Branco. Figurino e cenário nos transportam para uma região pobre e nos faz sentir na pele a angústia de morar ali. Além disso, a fotografia trabalha muito bem o enquadramento de toda essa sujeira. Isso causa um tremendo desconforto visual e tenho absoluta certeza de que essa foi a intenção.

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Por fim, o elenco é o que fecha esse pacote. Vemos nas expressões dos atores Ricardo DarínJérémie Renier Martina Gusman a indignação quanto ao que está acontecendo. Isso porque eles saem em busca de um apoio do governo para melhorar a situação da vila. Contudo isso claramente não acontece.

Mas quero dar um destaque especial a Ricardo. É ele quem nos faz sentir mais representados. Sua atuação foi simplesmente humana, natural. Foi emocionante.

A atuação dos três é impecável. Não teria como eu me sentir tão envolvida em uma narrativa que não juntasse tão perfeitamente o trabalho de atuação, direção e roteiro. E Elefante Branco faz de forma majestosa essa receita.

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Já assistiu essa produção argentina incrível? Conta para a gente o que achou!

 

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