Lançado em 18 de outubro, Eli é o mais recente filme de terror americano da Netflix. Dirigido por Ciarán Foy, o longa traz Charlie Shotwell (Capitão Fantástico), Kelly Reilly (O Céu é de Verdade) e Sadie Sink (Stranger Things) para essa trama cercada de elementos paranormais.

A trama gira em torno de Eli, um jovem garoto que é levado por sua família à uma clínica misteriosa para tratar sua doença rara. Entretanto, visões sobrenaturais, um sexto sentido apurado e uma vizinha do instituto logo farão o garoto perceber que as coisas são muito mais estranhas do que parecem.

Terror psicológico

Abordando seus gêneros mais a fundo, Eli pode ser descrito como um filme de terror psicológico, já que seus momentos dramático envolvendo o estado mental do personagem principal e sua narrativa pessoal são muito mais explorados que o terror mais conhecido por clássicos aterrorizantes.

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Os momentos assustadores vêm mais pela técnica do jump scare, com um jogo de câmeras, ângulos, enquadramentos, efeitos e iluminações que criam tensão quanto as aparições amedrontantes. Se visto de madrugada, principalmente, o filme consegue tirar bons sustos, mas este não é seu foco.

Resenha | Eli (Original Netflix)

Criança + Terror = Sucesso

Colocar crianças para protagonizar filmes de terror já é algo utilizado há décadas, mas sempre dá muito certo. Crianças carregam um misto perfeito de emoções à flor da pele e tentativas de racionalidade, o que costuma deixar as narrativas muito mais dramáticas.

O pequeno Charlie é perfeito em seu papel, tanto nos momentos de apatia extrema quanto nos surtos e passagens mais tensas. Você consegue sentir o desespero, a raiva e o fogo do personagem, e isso é algo maravilhoso — principalmente para um ator tão jovem quanto ele, nascido em 2009.

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Há ainda a presença de Sadie, que foi perfeita como Max em Stranger Things. Seu papel aqui, embora menor, trouxe muito significado ao filme e suas cenas de diálogo com Eli são enriquecedoras para a história, além de deixarem um clima a mais de suspense.

Algo de errado não está certo

Mas a atuação sozinha não carrega o filme, e o longa deixa um ar de que alguma peça está fora do lugar e, mesmo após o término do longa, ainda é difícil de identificar o que foi deixado de fora.

O filme passa quase sua duração inteira contando uma história, e um plot twist é, ao mesmo tempo, seu ponto mais alto e mais baixo. Mas não se preocupe: o Entreter-se não dará spoilers sobre essa parte. Descubra por sua própria conta e risco.

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Resenha | Eli (Original Netflix)

E aí, vale a pena?

Há um quê de Stephen King nesse filme, devido a toda a questão psicológica, protagonismo infantil e reviravoltas — mas com menos genialidade que o entregado pelo Mestre do Terror. Entretanto, para um filme de uma hora e meia de duração, cumpre com o prometido.

Com alguns sustinhos bem-vindos, uma história clichê, mas modesta, a excelente atuação do protagonista e e um plot-twist confuso, mas até que empolgante, chega-se ao resultado final de que vale sim a pena assistir Eli na Netflix, mas sem esperar pelo filme do ano em troca.

 

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