Atenção, esta resenha contém spoilers sobre a primeira e segunda temporada de Elite.

Um dos maiores sucessos teen espanhol da Netflix acaba de retornar para sua terceira temporada. Elite foi lançada em 2018 e tem sua classificação indicativa como +18 por contar com cenas de sexo, linguagem inapropriada e drogas.

Sobre o enredo de Elite

A nova temporada de Elite traz a conclusão dos eventos apresentados na primeira e segunda temporada. É como se a primeira tivesse sido o início, a segunda o meio e, finalmente, temos o fim.

O show já se inicia com mais um crime: Polo, na festa de formatura do colégio Las Encinas, é assassinado e acaba caindo de um camarote de uma boate. Um pequeno spoiler para quem ainda não iniciou a temporada, mas que é revelado logo no segundo episódio. Com isso, temos um déjà vu do formato narrativo da primeira temporada. A inspetora volta a interrogar os alunos e o público é conduzido pela montagem de um quebra-cabeça que interliga passado e presente, o que houve antes do crime, os eventos que levaram a ele, e como cada depoimento de cada personagem é duvidoso.

Darío Madrona e Carlos Montero continuam a assinar o roteiro e trabalham de forma muito inteligente e intrigante o fato de que não entregam tudo de uma vez na temporada, mas, mesmo assim, conseguem desenvolver individualmente e coletivamente cada uma das histórias, o pecado da superficialidade aqui não é cometido. É possível perceber isso desde a primeira temporada e, agora, temos a conclusão de tudo que foi criado nela.

Elenco e personagens

Grande parte dos personagens estão em crise nesta temporada, mas, é na crise e nos erros que eles amadurecem. Vemos a amizade entre Lu (Danna Paola) e Nadia (Mina El Hammani) florescer e se fortalecer. Da mesma forma, vemos Guzmán (Miguel Bernardeau) e Samuel (Itzan Escamilla) desenvolverem a cumplicidade que criaram na temporada anterior. Além disso, alguns dos problemas de casais são resolvidos e novos personagens aparecem, mas não muito significantes, apenas acrescentam na trama.

O mais importante a ser analisado aqui é como é possível ver a consistência e fluidez com a qual todos os atores conseguem levar cada um de seus personagens. Vemos Danna entregar uma Lu vulnerável, Mina trazer uma Nadia forte e independente, Ester apresenta uma Carla completamente desequilibrada e fragilizada com a situação, entre tantos outros crescimentos que os personagens e atores tiveram, todos. Foi um ponto muito positivo.

Direção e fotografia de Elite

Sobre esses aspectos não há muito o que acrescentar. Ramón Salazar e Dani de la Orden assinam a direção e mantém o mesmo estilo desde a primeira temporada. As cenas alternam entre os depoimentos dos personagens e os eventos do passado, fazendo a montagem do quebra-cabeça anteriormente citado.

Além disso, a fotografia altera entre um enquadramento de pano médio curto e plano médio longo, conforme a necessidade. Ainda, traz uma película vibrante e a captura de cada expressão dos personagens, acrescentando ainda mais no entendimento da trama.

Cenografia e figurinos

Por fim, cenografia e figurinos permanecem muito extravagantes, demonstrando o quanto a “Elite” adolescente da Espanha gosta de ressaltar e se importa com as aparências. Festas temáticas em locais caros continuam a acontecer, contrastando com a realidade simples de roupas e locais frequentados por Nadia e Samuel por exemplo.

E então, o que você achou da nova temporada de Elite? Deixe sua opinião nos comentários!


 
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