Sabe uns daqueles filmes juvenis que estamos acostumados a ver passar na Sessão da Tarde? Em Busca de Ohana (ou Finding ‘Ohana) se encaixa nesse quesito. É uma aventura que contém uma garota de 12 anos como protagonista e que tem como missão ir em busca de um tesouro perdido por piratas na sua terra natal: o Havaí.

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Enredo

Esse é mais um daqueles filmes feitos para que outras pessoas criem identificação e se vejam representadas até mesmo em filmes. Crescemos acostumados com obras cinematográficas apenas com um elenco inteiramente branco, mas isso vem mudando para que haja uma sensação de pertencimento a quem possa assistir.

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Dessa vez, o elenco é composto por atores havaianos. A história é sobre dois irmãos (Pilli e I) que cresceram em Nova York e, por conta disso, suas relações com suas origens não são lá essas coisas.

Após o avô começar a passar por dificuldade, os irmãos (em conjunto com a mãe) voltam para o Havaí no intuito de ajudá-lo.

Eles precisam se reconectar com suas origens novamente na mesma medida que decidem enfrentarem uma aventura em busca de um tesouro que pode garantir a solução de todos seus problemas.

Elenco e Personagens

Como já dito anteriormente, o elenco inteiro é composto por atores havaianos (em exceção de Casper, que é branco e coadjuvante).

Dos personagens principais, Pilialoha Kawena (Pilli) é interpretada pela atriz Kea Peahu, seu irmão Ioane (I) é o ator Alex Aiono, Hana e Casper são, respectivamente, encenados por Lindsay Watson e Owen Vaccaro.

Os personagens não são nada diferentes do que estamos acostumados a vermos em filmes juvenis de aventura, até mesmo o plot em cima deles não é tão original.

Mesmo tendo essa pegada mais identitária, a cultura da família não é muito explorada e temos mais foco nas aventuras do que nesse outro lado. Mas não é algo que deixa a desejar se pensarmos se a intenção era produzir apenas um filme clichê, já que até mesmo obras clichês sem representatividade são bastante comuns.

Direção e Fotografia

Sendo um roteiro de Christina Strain com a direção de Jude Weng, o filme faz questão de entregar aquilo que foi proposto. Logo de cara, o espectador é mergulhado nessa grande aventura, sem muita enrolação.

De início, somos apresentados ao grande hobby que Pilli tem: a de participar de competições em acampamentos relacionada às caças ao tesouro. E, de encontro ao Havaí, a primeira coisa que a garota acha é o livro de seu avô que contém a história do tesouro perdido.

Assistir ao filme é quase como estar assistindo a uma série de TV sobre aventuras e isso se deve ao passado de Weng que veio diretamente de trabalhos realizados para a TV. A câmera sempre nos mostra aquilo que ela quer que o espectador veja e as câmeras fazem um trabalho simples de filmagem.

Cenografia e Figurinos

Na cenografia, podemos conferir grandes inspirações em Indiana Jones, todos os espaços pelos quais a história se passa são lugares incríveis e um pouco lúdico, tudo para criar uma tensão de aventura e lugar misterioso.

Pilli tem essa vibe mais tomboy, por isso usa roupas que são consideradas pouco femininas. A personagem busca conforto porque está sempre metida em situações que requerem ação. I é um garoto que se veste tipicamente como um garoto dos Estados Unidos, como se isso o afastasse mais de suas origens.

O filme já está no catálogo e é perfeito para a garotada se distrair nesse período em que estamos vivendo. Já assistiu? O que achou? Comente!



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