Entre Realidades, originalmente intitulado como Horse Girl, é o mais novo thriller de drama psicológico da Netflix. A obra chegou ao catálogo da plataforma em 7 de fevereiro de 2020 e conta a história de Sarah (Alison Brie). Além disso, ainda temos Debby Ryan no elenco, a estrela da também original NetflixInsatiable.

Sobre o enredo de Entre Realidades

O filme conta a história de Sarah, uma garota simples até demais. E, no início, parece que toda a obra será sobre isso, a vida solitária e sem emoções dela. A personagem de Alison Brie gosta de artesanatos, trabalha numa loja de objetos variados e é obcecada por uma égua que foi sua enquanto criança. Sem vida social, sem relacionamentos, sejam de amizade, sejam amorosos, ela leva desta forma seus dias.

A questão é que, em um certo momento, a vida pacata de Sarah tem uma reviravolta silenciosa. Ela começa a ter sonhos estranhos, escutar vozes, acordar em locais que nunca esteve antes e sentir uma certa distorção no tempo. E isso a afeta de uma forma muito ruim, pois ela acredita que está tendo a mesma doença de sua avó, a esquizofrenia.

Apesar de o primeiro ato do filme ser um tanto quanto desinteressante e arrastado, o roteiro de Entre Realidades, assinado por Jeff Baena e Alison Brie, é muito inteligente em apresentar toda a mudança para o espectador. A introdução dos fatos é tão confusa para quem assiste, quanto é para Sarah. Descobrimos, juntos, quais são as possibilidades de explicação para os problemas da garota. E o envolvimento é tamanho que a confusão é trabalhada na cabeça de Sarah ao mesmo tempo em que é trabalhada na cabeça do público.

Elenco e personagens

Não há muito o que comentar sobre o restante do elenco porque a estrela é, sem dúvidas alguma, Alison Brie. Sua interpretação vai da ingenuidade em Sarah à loucura e confusão sem dificuldade alguma e sem exagero. É simples e é genuíno. É possível ver que a dedicação e envolvimento da atriz foram muito intensos.

Direção e fotografia de Entre Realidades

A direção de Entre Realidades ficou por conta de Jeff Baena também. Apesar da confusão e falta de linearidade no terceiro ato, a proposta é essa. Então, a transição entre cada um dos momentos do filme foi bem executada dentro do que foi preparado para a narrativa.

Além disso, a fotografia da série também é estratégica. Todo o visual das imagens da obra parece vir de um filme dos anos 50 ou 60, apesar de a história se passar em 2020. E isso existe por conta da própria confusão temporal que é apresentada no filme. Além de que, também remete ao tempo da juventude da avó de Sarah, mulher quem a protagonista acredita que seja seu clone.

Cenário e figurino

O figurino, assim como a fotografia, remete aos anos 50 e 60 pelo mesmo motivo. Toda a estética da obra sugere que sim, a protagonista está muito relacionada com sua avó e com o tempo em que ela viveu. Já o cenário contrasta com a história por se tratar de localidades atuais.

E então, o que você conseguiu sentir de Entre Realidades? Conta para a gente nos comentários!


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