As produções da plataforma de streaming Netflix vem cada vez mais aprimorando suas produções e trazendo obras para todos os públicos. O lançamento da vez está até sendo cotado para concorrer ao Oscar nas categorias atriz e atriz coadjuvante. Era uma vez um sonho é uma adaptação cinematográfica do best seller do autor J. Vance, uma autobiografia.

Veja o trailer!

Sobre o Enredo

Era uma vez um sonho (ou, como em seu título original, Hillbilly Elegy) é uma história sobre a vida de J. Vance, que retratou, primeiramente, através da escrita algumas memórias.

J.D., como é chamado, cresceu numa cidade do interior dos Estados Unidos junto à família (avó, avô, mãe e irmã) e sem muitas regalias. Além de, às vezes, passarem por dificuldades, a família toda ainda tinha que lidar com Bev (mãe de J.D.).

Bev tem oscilações de humor e comportamento, em uma hora demonstra ser carinhosa e em outra se torna um perigo. Seus surtos colocam não somente sua vida em risco, mas também de quem está ao redor. Bev não tem uma relação muito boa com a mãe e nunca para com um companheiro.

A história pula entre os anos de 1997 e 2011 o tempo todo para compreendermos mais sobre a família pela visão de J.D.

Elenco e Personagens

J.D. é interpretado por Owen Asztalos na fase adolescente e por Gabriel Basso quando adulto. Amy Adams é Bev e a avó é interpretada por Glenn Close.

J.D., quando adulto, é alguém que tem uma vida que está se encaminhando ao sucesso aos poucos: o único da família a estudar numa faculdade de prestígio além de ter um relacionamento bom com Usha, sua namorada. Porém, ele enfrenta questões sobre pobreza e uma vida nada fácil, o que o faz sempre lembrar da família e de como sua vida era.

Quando finalmente uma oportunidade surge para ele se alavancar na vida, sua irmã o liga pedindo para que ele voltasse e lidasse com a mãe que estava no hospital por overdose de heroína.

A princípio, achamos que Bev é uma mãe exemplar e depois nos assustamos com o outro lado dela até percebermos que ela não é instável emocionalmente. Porém, suas ações sempre recaíram nos filhos.

A avó, mãe de Bev, possuía uma relação abusiva com a filha e isso reflete totalmente em como a família se molda. Bev possui mágoas em relação à mãe que, por outro lado, constrói uma relação diferente com os netos.

Direção e Fotografia

O drama foi dirigido por Ron Howard que realiza um trabalho bem interessante. As memórias são de J.D. e o primeiro plano se estabelece sobre ele, mas, se analisarmos mais todo o longa, percebemos que, ao final, o filme acaba sendo sobre sua mãe e sua avó, a relação delas e o que construíram como família, porém, tudo pela visão de J.D.

Muitas coisas não são explicadas, como, por exemplo, a mágoa que Bev sente da mãe por justamente ser pela visão de seu filho, mas a história faz com que fique subentendido que havia uma relação abusiva entre mãe e filha. Bev é retratada como alguém bastante inteligente e que tinha um ótimo futuro pela frente, mas o que vemos é apenas sua ruína.

Essa mensagem talvez se reforce quando, em algumas cenas de J.D., a câmera se comporta como se fosse a visão daquele personagem.

Uma coisa em diferencial sobre a fotografia é que a maioria das cenas da adolescência de J.D. possuem cores um pouco mais escuras, além de que a cidadezinha do interior é muito bem retratada com características mais simples e que representam bem lugares com poucos habitantes.

Cenografia e Figurinos

A cenografia mostra bem a diferença da cidade entre as épocas: desde que a avó era jovem, na adolescência de J.D. e depois na sua fase adulta. A cidade do interior ganha algumas melhorias com o passar do tempo.

Sobre os figurinos, não tem nada do que reclamar. A equipe conseguiu, além de deixar os atores quase que idênticos com os familiares de J.D., recriar as roupas que eles usavam. E isso podemos conferir logo no final do filme em que filmagens e fotos pessoais começam a aparecer e a semelhança finalmente fica nítida. Um dos trabalhos mais bem feitos em relação a isso.

O filme chegou agora e ainda vai dar muito o que falar. Ao assistir, se entende porque está até sendo cogitado para o Oscar, a produção é impecável.

Não é um filme que aborda assuntos que intrigam o espectador, mas ele dá várias mensagens ao longo dele e por isso é tão bom de se assistir.

E aí? Já assistiu ao filme? O que achou? Comente!

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