Chegou à Netflix neste mês de dezembro a comédia Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo, curta-metragem da popular produtora nacional que está conquistando o mundo, com direito à vitória no Emmy.

Confira o trailer antes de conferir a nossa resenha sobre o filme:

Sobre o Enredo

Se você não gosta de sátiras com histórias bíblicas, passe longe: em A Primeira Tentação de Cristo Jesus está voltando de sua viagem de 40 dias pelo deserto para comemorar seu aniversário de 30 anos com a família. Com uma companhia inesperada, a noite fica ainda mais louca quando Maria e José, seus pais, revelam que ele é na verdade o Filho de Deus.

Infelizmente, o filme não tem nem metade da graça que promete. Mais do que engraçadas, a maioria das piadas estão são somente ofensas às figuras bíblicas em questão, com o intuito de irritar os crentes da fé cristã se sobressaindo ao de divertir o público com críticas inteligentes, como já visto em outras produções do Porta dos Fundos.

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Essa é somente decepcionante, e facilmente inferior a de 2018.

Especial de Natal Porta dos Fundos: A Primeira Tentação de Cristo

Elenco e Personagens

O elenco é divertido por si, mas os personagens são falhos. O brilho de Gregorio Duvivier no papel de Jesus poderia ter sido muito maior, mas a trama Deus-Maria-José o rouba dos holofotes e o personagem quase se torna secundário.

O destaque positivo fica com Orlando, personagem de Fábio Porchat, que traz uma divertida química com Jesus e permite que a narrativa explore e critique o preconceito com minorias, enquanto ainda se responsabiliza pela maioria das poucas risadas que o A Primeira Tentação de Cristo proporciona.

Ainda na diversidade, outro dos pontos positivos do filme se dá pela presença de deuses de outras culturas, como Buda e Shiva, em uma participação inesperada, mas satisfatória e carismática.

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Direção e Fotografia

uma produção de comédia satírica com esse tipo de intencionalidade, todo o resultado do processo de direção e fotografia é proporcional à categoria, sem se comprometer com grandes inovações e revoluções da classe, mas também sem deixar a desejar.

É simples, é prático, é objetivo, e ainda traz uns efeitos especiais que, novamente, cumprem com o que é esperado desse tipo de produção.

Cenografia e Figurino

Entretanto, se tem algo que não dá para criticar é a ambientação e a caracterização. Os espaços são muito bem elaborados e, mesmo pequenos e simples, com inspirações teatrais, aumentam a qualidade visual do filme, tornando-o extremamente convidativo aos olhos.

No quesito figurino, cabelo e maquiagem, todos os profissionais envolvidos merecem grandes palmas: é perceptível a dedicação em dar ao elenco o ar mais natural possível nesta caracterização que chega ao nível de grandes produções inspiradas em contos bíblicos, em um dos pontos mais altos do curta.

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Mas infelizmente um bom apelo visual não torna o filme mais divertido, e A Primeira Tentação de Cristo é entediante.

E você, o que achou do filme? Deixe seu comentário!

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