Nesta sexta-feira, 29 de março, estreou na Netflix o filme Estrada Sem Lei. A produção nos mostra a busca de dois policiais aposentados para capturar os famosos bandidos e assassinos, Bonnie e Clyde.

Enredo

Frank Hamer e Maney Gault eram parceiros na época do Texas Ranger (Jurisdição investigativa) e agora estão aposentados. Após as buscas fracassadas da polícia em capturar a dupla Bonnie e Clyde, os dois são convidados a encontrar e parar os bandidos. Apesar de não concordar com essa escolha, a governadora Miriam Ferguson não se opõe.

A partir deste momento, os dois homens, que já estão na meia-idade e não tem mais as habilidades de quando eram jovens, seguem em busca de achar o casal. Após percorrer vários lugares e não conseguir capturá-los, se juntam ao xerife Jordan e sua equipe para armar uma emboscada e acabar com tudo.

“Já pensou que talvez não sirvamos mais para isso?” – Maney diz ao amigo.

Elenco

Protagonizando este filme, os Rangers Frank Hamer e Maney Gault são interpretados por Kevin Costner e Woody Harrelson,respectivamente. Em cena, os dois atores conseguem desempenhar seus papéis muito bem. Sem dúvidas, foi uma boa escolha para o papel.

Costner dá vida a um homem de aproximadamente cinquenta anos, inteligente, perspicaz e um pouco antipático. De forma magistral, ele consegue transmitir veracidade. Enquanto isso, Harrelson também interpreta um homem carrancudo, mas consegue trazer uma leveza maior ao seu personagem, que acaba sendo até simpático em alguns momentos.

Com a decisão do diretor em não focar nos personagens Bonnie e Clyde, coube aos dois atores conduzirem a história de maneira que prendesse a atenção do espectador, e eles conseguiram.

Interpretando a governadora Miriam Ferguson, a atriz Kathy Bates, em suas poucas aparições, conseguiu mostrar o lado frio da governante. Também estão no elenco os atores: Kim Dickens (Gladys Hamer), John Carroll Lynch (Lee Simmons), Thomas Mann (Ted Hinton), Emily Brobst (Bonnie Parker) e Edward Bossert (Clyde Barrow).

Cenografia, fotografia e figurino

Com direção de John Lee Hancock (Um Sonho Possível, 2009), escrito por John Fusco e com direção de fotografia de John Schwartzman, o filme traz grande foco em seus elementos cenográficos, de fotografia e figurino. O primeiro detalhe que chama a atenção é o uso do tom sépia em grande parte das cenas, que de forma bem utilizada, nos transporta ao passado.

A equipe cenográfica conseguiu realizar um bom trabalho, colocando aspectos que remetem àquela época. Carros antigos, as estradas rodeadas de mato e as armas nos fazem voltar para o início do século XX. O figurino é bem elaborado, com os vestidos, penteados e chapéus utilizados pelas mulheres e os ternos de cor marrom e chapéus combinando dos homens.

Um ponto negativo foi o momento em que os personagens principais passam por uma forte chuva para entrar em uma casa e quase não se molham, o que não faz sentido pela enorme quantidade de chuva em cena. Apesar disso, a equipe merece destaque por este belo trabalho.

Algumas informações adicionais

Um fato curioso, é que este filme está há muitos anos no papel, mas apenas no final de 2017 e início de 2018, a Netflix resolveu investir no projeto, adquiriu os direitos e começou a filmar.

Por se tratar de uma obra baseada em algo real, nos créditos do filme, estão inseridas algumas imagens dos verdadeiros personagens desta história e algumas matérias de jornais da época.

Também ao final, são exibidas informações sobre o que aconteceu com estes personagens, além de destacar o grande número de pessoas que participaram do enterro de Bonnie e Clyde, provando que os dois eram endeusados por grande parte da população.


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