Eu Vi é uma série de terror no estilo “semi-documentário”, em que pessoas relatam histórias, supostamente reais, a outros conhecidos, enquanto os relatos são simulados por atores, mostrando o que aconteceu. A terceira temporada estreou no dia 14 de maio e tem classificação de 18 anos. A resenha da segunda temporada se encontra aqui.

Os episódios são curtos, por volta de 20 a 30 minutos de duração, com uma narrativa bem trabalhada, muito fluida e dinâmica. Tudo é contado sem enrolação e sem deixar os detalhes importantes de fora. Com exceção do primeiro episódio, que acaba enrolando um pouco, todos conseguem aproveitar bem o tempo. Todos os relatos são bem explicados e, diferentemente do que aconteceu na segunda temporada, nessa terceira as reações dos ouvintes são menos mecânicas e mais naturais, dando ainda mais credibilidade às histórias. 

A fotografia parece não ter mudado muito em relação à temporada anterior: continua bem escura — mas pelo menos em um nível que o espectador consegue enxergar as cenas sem problemas — e em tons quentes na maior parte do tempo. A melhor parte da série continua a ser a ambientação do terror, que permanece bem feita, sem se acomodar nos jumpscares e nos sustos fáceis — apesar de ainda existirem. O clima de suspense e tensão continua crescente e incômodo, como se o espectador tivesse a impressão de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento. 

O primeiro episódio conta a história de uma mulher que teve uma criação, por parte de sua mãe, extremamente severa e absurda, em que eram aplicados até mesmo maus tratos contra ela, durante sua infância e parte da adolescência. Quando conseguiu sair de casa, conheceu um homem e passou a morar com ele em uma cabana na floresta. Isso já seria assustador e estranho o suficiente, mas, para piorar, a casa guarda um segredo muito bizarro: atrás de uma parede existe a entrada para uma espécie de matadouro ou algo do tipo, onde, anos antes, mostram um homem torturando uma mulher.

Realmente, o ambiente parece um lugar onde aconteceram diversos crimes bizarros. Desde então, coisas estranhas começam a acontecer na casa, como uma música medonha que começa a tocar do nada. O episódio tem uma boa ambientação de terror, mas enrola demais e foca muito em outras coisas, como no relato da mulher para os outros na sala. Poderia ter focado mais na reconstituição da história, que era interessante, mas não foi bem explorada.

O segundo, talvez o melhor episódio, conta a história de uma família que se muda para uma casa assombrada por um fantasma bem agressivo. O episódio consegue entregar mais no quesito terror, tem um clima mórbido e aterrorizante do início ao fim. Apesar de ser uma história clichê de fantasma, daquelas que boa parte das pessoas já está saturada, é bem construída, tem uma trama interessante e que prende a atenção. O clima de terror é bem feito, construído aos poucos, crescente.

O terceiro conta sobre uma caixinha de música assombrada pelo espírito de uma garotinha assassinada. Emily, uma adolescente de 16 anos ganha essa caixa da madrinha e começa a passar por situações aterrorizantes e extremamente perigosas. O fantasma da menina parece persegui-la aonde quer que ela vá, apenas porque a garota tem algo que lhe pertencia em vida. O episódio tem alguns elementos de terror até interessantes, mas não consegue trabalhar tão bem a atmosfera aterrorizante como os outros. Em alguns momentos, há a impressão de que existe uma tentativa de assustar com jumpscares bem fracos, nos quais aparece o espírito, mas não funcionam bem. 

O quarto episódio é um dos mais interessantes e fala sobre uma mulher, aparentemente uma bruxa, que mora em uma casa nos fundos de outra, com a parede colada na sua. Ela não aceita moradores na residência adjacente e, quando uma família se muda para lá, começa a fazer a vida de todos, principalmente das crianças, um verdadeiro inferno. O terror é bem construído, seus elementos são bem trabalhados e o episódio consegue causar uma tensão o tempo inteiro. A “bruxa” é um dos pontos mais positivos, porque é muito bem interpretada e realmente consegue assustar. 

O quinto episódio talvez seja um dos mais bizarros. Conta a história de uma família que, depois de muito sacrifício da mãe, consegue se mudar para uma casa melhor. Tudo parece perfeito e todos estão extremamente felizes com a nova casa, mas eles não sabem o segredo terrível e aterrorizante que o lugar guarda: o porão foi palco de um ritual bizarro envolvendo a morte de um gato, o que, aparentemente, alimentou um demônio, também gato, que começa a perseguir e a atacar os membros da família. As atuações são boas e o clima de terror, apesar de não ser crescente, como na maioria dos episódios, se mantém do início ao fim e consegue assustar em alguns momentos. Mas, na verdade, esse episódio incomoda mais que qualquer outra coisa, causa aflição e agonia. 

O sexto e último episódio fala sobre uma família, aparentemente feliz e normal, mas que é acometida por uma tragédia: o pai, muito religioso, começa, de repente, a criar uma total aversão a Deus e a tudo o que remete à religiosidade. Ninguém sabe, até o final, o que pode ter acontecido, se foi algo demoníaco, sobrenatural, ou simplesmente psicológico, mas o homem enlouquece completamente e se torna extremamente violento. Anos depois, esse mesmo mal atinge o filho, que precisa se controlar para não ter o mesmo destino do pai. É um dos episódios mais interessantes e, apesar de não ter as melhores atuações, ainda consegue chocar. Tem um clima mórbido e assustador, que consegue prender o espectador até o fim.

E você? Já assistiu à terceira temporada de Eu Vi? Deixe o seu comentário!


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