Evil Eye é o mais novo filme de terror original da Amazon Prime Video. Com 1h29m de duração, o projeto americano foi dirigido pelos irmãos Elan Dassani e Rajeev Dassani, com narrativa não recomendada para menores de 14 anos. A estreia aconteceu no dia 13 de outubro de 2020.

Confira o trailer de Evil Eye logo abaixo:

Sobre o Enredo

Inspirado em um audiobook de Madhuri Shekar, a trama acompanha a história de uma mulher que quase foi morta 30 anos atrás por um ex-namorado. Agora, sua filha está namorando um rapaz que levanta suspeitas de ser a reencarnação daquele agressor do passado.

Embora seja oficialmente descrito como um filme de terror, Evil Eye está mais para um suspense — ou, no máximo, um terror psicológico. A trama não chega a assustar ou causar qualquer sensação de medo, mas constrói uma tensão que é bem interessante de ser acompanhada. No ápice, entretanto, é um tanto falha e, sem spoilers, acaba decepcionando.

O mais interessante da narrativa é, sem dúvida, a forte presença da cultura indiana, o confronto entre diferentes gerações e as crenças de “mau olhado”, como o próprio nome do filme sugere, colocando em cena o amuleto nazar, de origem árabe, mas também muito conhecido e utilizado pela Ásia Meridional e Oriente Médio, principalmente.

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Resenha | Evil Eye (Original Prime Video)

Elenco e Personagens

A protagonista da trama é Usha, uma mulher de meia idade assombrada por um relacionamento que aconteceu há mais de 30 anos. Supersticiosa e super protetora, suas ações soam bastante exageradas e até podem irritar aos espectadores que não sabem lidar com esse tipo de atitude parental muito possessiva, mas com todo o seu histórico (e futuro) ela nem está errada em agir dessa forma. Sarita Choudhury dá um show de atuação!

É uma personagem complexa, muito interessante. Pallavi, sua filha, é interpretada pela atriz Sunita Mani, que já apareceu em diversas séries de sucesso como Mr. Robot, The Good Place e GLOW, ainda que com papéis pequenos. Ela é uma atriz bastante competente e sua personagem, jovial e independente, mas ainda carente do carinho e da aprovação maternal, fazem dela alguém muito fácil de se identificar.

A dupla vilania e Sandeep não fica muito convincente na performance de Omar Maskati, diminuindo a tensão que suas cenas deveriam provocar, caricatas demais. Bernard White como Krishnan, marido de Usha, é extremamente sentimental e igualmente caricato, pecando pelo outro extremo da atuação. A força benéfica e carinho enorme que o personagem compartilha por sua esposa e filha poderiam torná-lo em uma figura amável ao público, mas ele é na verdade bem inútil para o roteiro.

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Direção e Fotografia

Assinada pelos irmãos Elan Dassani e Rajeev Dassani, a direção do filme é um de seus principais pecados. Para uma trama que explora o suspense, algumas das escolhas da edição do material são tão toscas que quase chegam a ser cômicas, causando uma extrema quebra de clima quando a personagem principal entra em seus “choques nostálgicos”.

A fotografia é bem inocente, não explorando muito dos ambientes em que está, tampouco utilizando dos bons dotes da iluminação/sombra para ajudar a construir a tensão da trama. Tudo é muito reto, neutro, sem graça. São poucas as sacadas mais interessantes, quando brinca com os enfoques, por exemplo.

Resenha | Evil Eye (Original Prime Video)

Cenografia e Figurinos

A cenografia é o que acaba salvando, principalmente quando estamos na casa de Usha e podemos perceber cada detalhe de sua decoração tipicamente indiana, revelando detalhes intrínsecos de sua cultura e de suas crenças. Sua casa fala por ela, e esse é um grande ponto positivo.

Ainda neste sentido, a casa de Pallavi é muda, mas isso talvez tenha a ver com a falta de conhecimento da própria personagem sobre si: se ela não conhece a si mesma, como conseguirá montar uma casa que a apresente? É uma jogada interessante.

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Os figurinos também trazem essa dualidade entre as personagens, mas agora quanto a sua ligação com a cultura: Pallavi, criada nos Estados Unidos, carrega consigo alguns elementos de sua cultura ascendente, mas em menor escala que comparado aos costumes americanos, aos quais é mais ligada. Ao contrário de sua mãe, Usha, que até pode ser fluente em inglês devido aos anos que morou na América do Norte, mas jamais deixou suas origens em segundo plano, nem mesmo nas vestimentas.

Resenha | Evil Eye (Original Prime Video)

Como um todo, Evil Eye poderia ser melhor, principalmente em sua direção, mas ainda é um bom filme que merece ser assistido.

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