A série Expresso do Amanhã está estreando esse mês na Netflix. Dirigida por Bong Joo-Ho, o mesmo diretor de Parasita, que ganhou o Oscar de Melhor Filme em 2019, é baseada na trama do filme de mesmo nome, produzido em 2013. 

Sobre o Enredo 

Seguindo a mesma premissa do filme, a série relata a história de um trem que, depois da ocorrência de um desastre ambiental que varreu a maior parte da humanidade, está condenado a viajar sem rumo e sem objetivo, levando consigo os últimos sobreviventes. Porém, seus primeiros episódios na investigação de um assassinato. 

O trem é formado por 1001 vagões, onde se formou uma rígida sociedade de classes, que ampliou bastante as diferenças entre ricos e pobres. Os ricos vivem perto da locomotiva eterna. Os pobres, no Fundo (cauda, em inglês). No meio, os outros. O trem, cuja estrutura a série manteve inalterada, é a metáfora das divisões de classe, uma pirâmide social horizontal. 

Melanie Cavill (Jennifer Connelly) é a “voz do trem”. Enquanto os ocupantes da fila do trem planejam uma rebelião, um deles, Andre Layton (Daveed Diggs) é convocado para investigar um assassinato, tendo sido um policial no mundo pré-apocalíptico. Ele aceita a tarefa, por dois motivos: poderia dar-lhe acesso às áreas necessárias para melhorar a vida das classes mais baixas, e sua ex-esposa está entre os suspeitos. 

Porém, a ficção científica distópica é excessivamente sacrificada para se concentrar no aspecto policial, sacrificando o aspecto social que predomina no filme. 

Elenco e Personagens 

Os personagens ainda não têm uma construção complexa: o próprio Layton, embora tenha um papel central, permanece bastante estereotipado e em segundo plano. 

A exceção é Jennifer Connelly, que se destaca acima de tudo: a atriz rouba a cena toda vez que é enquadrada, tanto pela presença como pela habilidade, também ajudada pelo papel que permite o maior número de nuances. De fato, o público logo descobre que Melanie é muito mais do que a simples voz do trem e, portanto, todos os seus olhares, todas as suas decisões sempre se prestam a uma leitura dupla.  

Confirmada já para um segundo ciclo de episódios, a série evidentemente se concentrará cada vez mais nela, também porque seu ponto de vista é o mais completo: através de seus olhos descobriremos todos os segredos do trem. 

Direção e Fotografia 

É uma série agradável, porém longe da obra-prima como Parasita, do mesmo diretor. Expresso do Amanhã é uma boa produção. Nada mais e nada menos. O tema central, a luta de classes, não foi tão bem explorado quanto poderia. 

No entanto, o setor visual e a fotografia foram bem trabalhados. 

Pouco cuidado foi dado aos exteriores feitos em computação gráfica. A qualidade dos efeitos especiais digitais é tão baixa que a artificialidade dos ambientes ao redor do trem chama a atenção imediatamente. Uma fotografia realizada em tons frios de cinza e branco acompanha os personagens de carruagem em carruagem, fazendo até os apartamentos da primeira classe parecerem assépticos. 

Cenografia e Figurinos 

O cenário principal onde a trama se desenvolve é o tremOs interiores são reproduzidos em detalhes e as diferenças entre as classes são marcadas de uma maneira verdadeiramente eficaz. 

Os figurinos são corretos, mas nada além. Assim como os personagens, eles também não foram bem explorados como poderiam. 

E você, o que achou da série? Conte pra gente nos comentários! 


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