A plataforma de streaming Netflix estreou ontem, dia 11 de outubro, uma produção do diretor japonês Sion Sono, intitulado em português “A floresta de sangue”. O filme japonês nos traz inúmeros sentimentos complexos.

Primeiramente, é importante ter em mente que os filmes de Sono não são para qualquer filmes. Sua grande marca são filmes que aparentam ser “amadores”, em grande maioria com temática gore e histérico. A narrativa das histórias nunca parecem fazer sentido e que talvez só façam fazer sentido no final.

A história

O filme é inspirado em eventos que aconteceram na vida real, mas totalmente insano como é de se esperar de Sion Sono. Há três coisas que ocorrem simultaneamente: um serial killer que está matando mulheres com uma arma roubada em uma floresta, um golpista e uma equipe de filmagens que entram na vida de duas garotas.

A história nos apresenta Joe Murata, um artista que diz ter se formado em Harvard e ter trabalhado na CIA. Ele entra na vida de Mitsuko, uma introvertida menina que possuía muito dinheiro através de uma ligação falando que precisava devolver a ela uma moeda de ¥50 que foi emprestado a ele anos atrás.

Mitsuko é uma mulher de 25 anos que vive num lar com pais abusivos, totalmente reclusa e guarda mágoas do passado. A garota aparenta ainda ter remorsos sobre a morte de “Romeu”, garota da qual foi apaixonada na época da escola. Eiko era chamada desse jeito desde o dia que interpretou Romeu e Mitsuko foi Julieta na peça dirigida por outra amiga: Taeko.

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Taeko dirigiu a peça inspirada na obra de Shakespeare, fazendo um “Romeu e Julieta” lésbico, que foi interrompido quando Eiko veio a ser atropelada por um carro. Taeko ao saber que Murata estava entrando em contato com Mitsuko, ela imediatamente tenta aconselhá-la sobre o vigarista.

Murata já havia dado um golpe nas mulheres da família de Taeko e por isso ela sabia do perigo. A garota estava acompanhada o tempo todo de seus amigos aspirantes a diretores e com um novo membro: Shin. Juntos, o trio decide fazer um filme inspirado nos feitos de Murata (tendo Taeko como umas das atrizes).

Durante todo esse processo de fazer o filme e de Murata entrando em contato com Mitsuko, o trio de cineastas fica convicto de que o vigarista é o famoso serial killer.

A técnica e os detalhes

Algo que chama atenção logo de cara é a fotografia. O enquadramento e a fotografia são pontos positivos, às vezes uma cena tem destaque em certos detalhes e em certos cenários, muitas das ocasiões fazendo com que fique de forma bastante artística.

As cenas no começo são muito frenéticas, os diálogos são muito rápidos e tudo que envolva o filme é muito exagerado. Além disso, a produção se utiliza muito de flashbacks que fazem com que o filme fique mais instigante e mais divertido.

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Relembrando que sua temática é gore, ou seja, é um subgênero do terror com cenas exageradas e explícitas de morte, violência e sangue. E devo dizer que todas as cenas de violência psicológica e física realmente nos faz sentir uma sensação ruim.

As críticas

Ok, vamos lá que são muitas coisas a se pensar!

No início, o filme se apresenta muito confuso e sem sentido algum. Além disso, ele era muito exagerado em tudo, sem contar em situações surreais que aconteciam. O filme, ao todo, possui mais de 2 horas de duração, e foi preciso chegar até sua metade para que se compreendesse do que mais ou menos se tratava e entrar de cabeça na história.

Eu estava muito desconfortável assistindo ao filme até essas primeiras horas porque ele parecia muito amador. Cheguei a pensar: “como isso é uma produção Netflix?”, até entender que esse era exatamente o estilo proposto pelo diretor.

O fato de Sion Sono ser também poeta e de ser exagerado em tudo que produz causa a sensação de que esse filme, em certas ocasiões, era muito forçado a ser poético. Incomodava o fato de que os outros personagens (especialmente Shin) terem levantado o questionamento de Murata ser o serial killer sem embasamento algum (que apenas no final do filme esse ato começa a fazer sentido).

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Acontece que todos os personagens são violentos e quase que psicopatas com a maior naturalidade e isso no começo não faz tanto sentido, nos faz perguntar como é que pessoas normais se tornaram assim do nada. Nos faz ter certeza de que Murata é o serial killer até que o plot twist nos prove o contrário.

A obra só me prendeu de fato nos últimos momentos, especialmente no plot twist que foi ex-plên-di-do! De fato, uma reviravolta muito boa. Talvez não tenha prendido a atenção desde o começo porque não sou tão acostumada ao estilo de Sono. Seus filmes são sempre repletos de colegiais em uniformes, sexo excêntrico, exagero, personalidades estranhas, violência e assassinatos explícitos.

“Floresta de sangue” é extremamente longo num sentido de que há cenas que chegam a não fazer tanto sentido assim em tê-las. Ele é muito exorbitante, estranho e nojento em muitos sentidos, nos causa inúmeros sentimentos e reflexões sobre o que acabamos de assistir. De fato, não é um projeto como qualquer outro da Netflix, não é um filme que é para todos os públicos.

Já assistiu algum filme de Sion Sono? Tem interesse em filmes gore? Deixe seu comentário!

 

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