Fome de Poder, originalmente intitulado como “The Founder”, ou O Fundador em português, conta a história do nascimento da grande rede de fast food conhecida como McDonald’s e como ela se tornou a grande potência que é hoje no ramo alimentício. O filme foi lançado em 2016 e teve uma bilheteria de 24,1 milhões de dólares.

Sobre o enredo de Fome de Poder

O filme conta a história de Ray Kroc (Michael Keaton), um vendedor de máquinas de milk shake que não está tendo muito sucesso. Isso porque, no momento em que se passa o filme, as lanchonetes funcionam no estilo drive in. Logo, não há demanda o suficiente na grande maioria dos locais para adquirir tais máquinas. E é quando um pedido estranho de 8 máquinas destas para uma lanchonete no nome de Dick McDonald (Nick Offerman) acontece que nossa história, de fato, começa.

Ray conhece os irmãos McDonald e fica encantado com o sistema aplicado na lanchonete. Afinal, seu lanche fica pronto em 30 segundos, algo nunca antes visto. Curioso, o vendedor marca uma reunião com ambos os empreendedores e passa a conhecer sua história. Logo, vê no modelo de negócio uma oportunidade de criar um império, mas os irmãos não querem o mesmo.

O roteiro de Robert Siegel conta muito bem a história, sem deixá-la cair no erro de outros filmes de drama e de ficção histórica, que é a lentidão do roteiro. Fome de Poder prende o espectador. O ritmo é tão frenético quanto a preparação dos lanches na cozinha dos McDonald, ou tanto quando a animação e vivacidade do próprio Ray.

Elenco e Personagens

Fome de Poder conta com um ciclo pequeno de personagens principais. E, para ser mais exata, o foco é, na verdade, Ray, o verdadeiro fundados do império que conhecemos hoje. O filme foca no personagem de Keaton de forma a mostrar como ele lutou a fim de arrumar investidores e corrigir os erros operacionais de franqueados. A atuação de Michael é muito boa, o ator consegue passar a vivacidade e fome de Krok através de suas expressões faciais e corporais. É possível entender e sentir o personagem.

Direção e fotografia de Fome de Poder

Em grande parte do filme, a fotografia trabalha de uma forma bem simples, não tendo muito a agregar na trama. Mas, em alguns momentos, é possível ver belíssimas imagens, como a colocada nesta parte do artigo, em que a imagem conversa com a trama. A grandiosidade do restaurante é mostrada, além de trabalhar com sua iluminação no escuro como sendo um objeto de desejo, admiração e, literalmente, a luz no fim do túnel para Kroc. A única coisa que incomoda é a película de baixa saturação utilizada, não combina com o ritmo frenético da obra.

Além disso, a direção de John Lee Hancock também não acrescenta muita coisa, mas trabalha de forma muito conexa com a montagem das cenas. Em alguns momentos, ela consegue trazer sequências de takes muito dinâmicos, como quando é mostrado o funcionamento da cozinha por exemplo, mas nada muito extraordinário. Porém, essa provavelmente era a proposta.

Cenografia e figurinos

Por fim, a cenografia conseguiu construir muito bem os Estados Unidos dos anos 50, com suas lanchonetes drive in, carros antigos e cidades ainda em crescimento. E o figurino não fica para trás: traz também roupas características da época, como os uniformes das garçonetes e as roupas dos jovens que frequentam os fast foods.

E então, você já assistiu ao filme? Conta para a gente o que achou!


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