Embora Frozen 2 tenha sido lançado nos Estados Unidos em novembro de 2019, o filme só chegou aos cinemas brasileiros na última quinta-feira, em 02 de janeiro de 2020. A aguardada continuação de Frozen – Uma Aventura Congelante (2013) conta com direção de Jennifer Lee e Chris Buck, 1h43 de duração e classificação livre.

Assista ao trailer dublado de Frozen 2:

Sobre o Enredo

Elsa está aprendendo a lidar com seus poderes, mas será friamente testada ao ter de encarar assustadores fantasmas do passado que prometem lhe trazer respostas sobre a origem de sua força, mas não sem antes colocá-la em grandes perigos. Entretanto, a jornada não será feita sozinha com Anna, Kristoff, Sven e o divertido Olaf ao seu lado.

Frozen 2 nos permite conhecer mais sobre o passado não só de Elsa e Anna, mas de toda a Arendelle. Entre cenas do passado e do presente, o filme constrói um futuro perfeito onde todos poderão ser felizes em harmonia aos quatro elementos fundamentais.

Resenha | Frozen 2 (2019)

Personagens

Elsa continua sendo a protagonista da trama: para descobrir uma forma de salvar seu reino e súditos, toda a história girará em torno de si mesma, de seu passado e da história de seus pais e avós, que vai muito além do que a jovem garota poderia imaginar. Elsa passa por um grande desenvolvimento de personalidade, mas não é a única.

Anna, que no primeiro filme pode ser taxada como ingênua, está muito mais madura e pronta para a luta nesta sequência. Os laços de irmandade estão ainda mais apertados, e Anna está disposta a encarar todos os riscos se for para defender sua irmã.

Em meio a essa narrativa, Kristoff quer pedir Anna em casamento e conta com a ajuda de Sven, mas é extremamente desajeitado em suas tentativas. Enquanto isso, Olaf lida com seu crescimento e amadurecimento de forma encantadora, e o trio assume a responsabilidade pelo alívio cômico da narrativa.

Tal comicidade é muito bem-vinda, considerando o grande dilema que está sendo encarado pelas irmãs da realeza e os perigos que a acompanham nessa jornada. Desta forma, Frozen 2 torna-se um filme equilibrado, que emociona e diverte na medida certa para ser considerado uma sequência à altura do grande sucesso de 2013.

Dublagem

Assim como a do primeiro filme, a dublagem brasileira de Frozen é excelente. Érika Menezes é perfeita como Anna, honrando o legado da inigualável Kristen Bell sem deixar a desejar em nada. Fábio Porchat pode ter sido uma escolha um pouco ousada para o Olaf, mas deu mais do que certo e, em parceria com a incrível adaptação do roteiro para gírias e brincadeiras típicas do Brasil, rende alguns dos melhores momentos do filme.

A única ressalva talvez seja a voz de Taryn Szpilman como Elsa: em relação ao longa anterior, houve um amadurecimento na personagem que é trabalhado inclusive em sua entonação, tornando-a mais grossa, mas até de forma exagerada para uma protagonista de 21 anos. Em alguns momentos, o tom grave de sua voz causa certa estranheza.

Trilha Sonora

Isso acontece inclusive na música principal do filme, Minha Intuição, que conseguiu traduzir muito bem os sentimentos de Into the Unknown sem tornar-se desconfortável ao nosso idioma, mas a diferença do tom de Idina Menzel chega a incomodar.

Kristoff não cantou no primeiro filme, mas tirou o atraso em Frozen 2 com Não Sei Onde Estou (Lost in the Woods), perfeita na voz de Raphael Rossatto, mas que ganha ainda mais graça por seu “clipe” extremamente bizarro e bem elaborado, que lembra boybands dos anos 90 em incríveis referências que só vendo para entender.

Direção e Fotografia

E esse trabalho impecável não só na dramaticidade de Não Sei Onde Estou, mas de todo o filme, se deve muito a incrível direção de Jennifer Lee e Chris Buck, que deram atenção aos mínimos detalhes para que o filme se tornasse de uma grande riqueza visual, com selo Disney de qualidade.

Pode ser estranho falar de fotografia em um filme de animação, mas a escolha de ângulos, paletas de cores, iluminações e outros aspectos técnicos são tão essenciais em filmes animados quanto em live-actions, e Frozen 2 em nada deixa a desejar.

Cenografia e Figurino

Inclusive, a cenografia do filme é muito bem trabalhada, com florestas e vilas estonteantes que de fato nos levam a explorar o desconhecido, como a música tema sugere. Há uma liberdade muito grande na escolha dos cenários para Frozen 2, variando as tomadas em cenas que trazem o melhor dos quatro elementos e das culturas do norte e do sul, com uma geografia muito bem elaborada e representada.

As diferenças de povos e culturas fica marcada também pelos figurinos, mais uma vez exemplificando como as vestimentas são parte intrínsecas de nossa regionalidade, misturando as fardas do exército de Arendelle aos trajes tradicionais dos nativos da floresta.

Também há muito a se enaltecer quanto aos penteados, que ousa ao soltar o cabelo de Elsa pela primeira vez — e ganha méritos por não descaracterizar a personagem. O mesmo vale para Anna, que perde as trancinhas duplas para ganhar um visual mais maduro, que acompanha o desenvolvimento da personagem.

Afinal, Frozen 2 é todo sobre desenvolvimento: o amadurecimento de suas personagens, a abrangência das perspectivas narratórias e de fronteiras geográficas, a introdução de novas culturas, a ressignificação de amor, que vai muito além do romance, e até mesmo do quanto nós crescemos desde 2013, quando fomos introduzidos a Arendelle e seus encantos pela primeira vez. E como é bom poder voltar para casa!

Já assistiu a Frozen 2? Se sim, conta pra gente nos comentários o que achou. Se não, quais são suas expectativas para o filme? Queremos saber tudo!


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