Baseado na popular série de mangá Gantz, escrita e ilustrada por Hiroya Oku, Gantz: O é um filme de 2016, de ficição científica e ação, feito em CGI com direção de Yasishi Kawamura.

Na história, Masaru Kato morre ao tentar salvar um homem durante um ataque à faca no metrô mas acorda em uma sala ao lado de outras pessoas que também faleceram mas voltaram à vida como “personagens de um jogo”, com o propósito de derrotar monstros que estão atacando o Japão, seguindo os comandos de Gantz, uma misteriosa esfera tecnológica.

O Jogo da Vida

Os jogadores são teletransportados ao local de batalha no início de cada missão, e cada qual tem a liberdade de fazer o que quiser, podendo se esconder durante toda a batalha, defender os cidadãos ou atacar os inimigos. O importante, entretanto, é que o chefe final seja derrotado: caso contrário, todos os jogadores morrerão.

A cada 100 pontos conquistados, Gantz oferece um bônus ao jogador por seu empenho. No menu, é possível escolher entre uma das seguintes opções:

  1. Armas melhores;
  2. Ressuscitar um jogador;
  3. Liberdade.
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A primeira opção é escolhida por aqueles que gostam do jogo e se divertem com ele, possibilitando melhorias em suas armas e, consequentemente, aumentando seu poder de ataque e chances de vitória.

A segunda opção é geralmente escolhida por aqueles que criaram laços com outro jogador e, insatisfeitos com a injustiça de sua morte, pretendem trazê-los de volta para uma nova chance de sobrevivência.

Já a última opção, liberdade, permite que o jogador retorne à sua vida normal. Opção estimada por aqueles que deixaram alguém importante para trás, como um familiar ou amante, e desejam reencontrá-los.

Resenha | Gantz: O (2016)

As peças do tabuleiro

Cada personagem, tal como suas diferenças, é importante para o desenvolvimento do filme e para o andamento do jogo. São como peças de um tabuleiro, com funções complementares.

No time de Tóquio, onde estão centrados os personagens principais, temos Reika, uma idol que está abalada após a perda do líder da equipe, derrotado na última missão, Suzuki, um senhor de idade que só deseja sobreviver sem ter que pegar em armas, e Nishi, que tem um gênio muito ruim, mas uma excelente tática de jogo.

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Kato, o protagonista, chega para completar a equipe que, na ausência de um líder, está desestabilizada. Embora inicialmente conflituoso, não demora a encontrar um propósito para vencer o jogo e, sem imaginar, assume a liderança com muito vigor e determinação. Kato é o típico herói das narrativas japonesas que, embora possa parecer ingênuo, consegue ser forte se a situação o cobrar.

Entretanto, quando unidos, os personagens complementam as habilidades um do outro e o trabalho em equipe é indispensável para sua missão, independente da pontuação individual que cada um terá ao final do jogo. O importante em Gantz: O é o processo, e este é, sem dúvida alguma, extremamente empolgante.

Resenha | Gantz: O (2016)

Pontos positivos e negativos

Os vilões representam o perigo para nossos personagens, mas são também o principal ponto do anime no quesito visual, surpreendendo os olhos do expectador a cada aparição e transformação. Com um CGI realista e traços que lembram os modernos jogos virtuais, o anime oferece uma experiência visual completamente inusitada e muito rica, que eleva ainda mais o nível da produção – além de sua narrativa para lá de fascinante, que prende o espectador do começo ao fim na história.

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Entretanto, se há algo a ser criticado, é a colocação das personagens femininas: há duas mulheres no time central, mas a representatividade feminina passa longe por suas vestimentas serem completamente sexualizadas, com ênfase em seios surreais. Além disso, embora demonstrem-se corajosas no decorrer do filme, são personagens claramente dependentes de uma figura masculina de proteção e força, retrato mais que ultrapassado para o cenário atual.

Resenha | Gantz: O (2016)

Vale a pena assistir?

No geral, Gantz: O é um ótimo filme. Sua mistura de ficção científica, ação e drama é perfeitamente equilibrada, servindo seu público de um filme que é igualmente empolgante e emocionante. Tem algumas falhas, principalmente no desenvolvimento de Anzu Yamasaki, uma das personagens femininas, mas nada que atrapalhe muito no resultado final. Se ainda está em dúvida, pode conferir que vale a pena.

A quem se interessar, o filme está disponível na Netflix brasileira.

 

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