Geração 30 e Poucos, também chamada de Generazione 56K, é a mais nova série italiana disponível na Netflix desde o dia 1º de julho de 2021. Mas será que vale a pena conferir a primeira temporada?

Enredo

Geração 30 e Poucos conta a história de dois jovens na casa dos 30 anos que acabam se encontrando por acaso, mas logo descobrem que na verdade já se conheciam desde a infância. Desta forma, a Itália atual dá espaço para memórias dos anos 90, onde esses dois pombinhos revivem seus dias de brincadeiras em meio ao início da internet e a chegada da puberdade.

Apesar da história ser italiana, muitos brasileiros que foram crianças/pré-adolescentes nos anos 90, começo dos anos 2000, também podem se identificar com o sentimento de nostalgia e as aventuras vividas pelos personagens em meio a tantas descobertas que a internet (e os hormônios a flor da pele) os oferecia.

Além disso, a troca de cenas entre o passado e o presente foi feita de forma muito inteligente, sem deixar o espectador confuso, mas sim aproveitando os pontos chaves para mostrar o ontem e o hoje dos personagens, de modo que possamos conhecê-los mais a fundo, entender suas ambições e criarmos um carinho maior por eles. O romance também flui de forma muito boa, tendo o destaque que merece, mas deixando também um pouco de tensão e amizade reinarem pela série.

Resenha | Geração 30 e Poucos — 1ª temporada

Elenco e Personagens

Não se assuste se você não conhecer o elenco de Geração 30 e Poucos: além dos brasileiros não estarem muito familiarizados com o cinema italiano, os protagonistas Cristina Cappelli e Angelo Spagnoletti são astros novatos, apesar de bastante talentosos. A Netflix realmente se dedicou para escalar esse elenco de joias raras.

O desenvolvimento de seus personagens se torna bastante nítido não só nas comparações entre seus eus atuais e os de outrora, mas em como Daniel e Matilda também tiveram suas vidas viradas de cabeça para baixo, no bom sentido, após se reencontrarem na vida adulta. Ao estilo de Simplesmente Acontece, mostra que o amor pode estar destinado desde sempre, mas nem por isso executará seus planos logo de cara.

Resenha | Geração 30 e Poucos — 1ª temporada

Direção e Fotografia

Criada e dirigida por Francesco Capaldo, a série traz uma fotografia bastante intimista que leva o espectador para o centro da história, acompanhando os personagens tanto em seu presente quanto em suas memórias.

Por ser uma produção mais realista, acaba passando ilesa de possíveis erros de CGI que um orçamento mais limitado poderia oferecer, mas não se isenta de tentar ousar em alguns closes e takes, principalmente nas cenas de infância, aproveitando ao máximo as expressões faciais exageradas e cômicas do elenco mirim para tirar ainda mais risadas dos espectadores.

Resenha | Geração 30 e Poucos — 1ª temporada

Cenografia e Figurino

O excelente trabalho de cenografia e figurino fica nítido durante as cenas na infância dos personagens, onde a equipe técnica teve todo o cuidado em recriar, com a maior riqueza de detalhes, os ambientes e vestimentas típicos daquela época.

Essa tarefa parece mais fácil do que realmente é: no entanto, se exagerada ou feita sem muita pesquisa, pode cair por um conceito cômico e acabar estragando com o sentimento de nostalgia que deveria oferecer. É uma linha tênue, mas Geração 30 e Poucos soube lidar com perfeição com isso, e o resultado visual final ficou impecável.

Resenha | Geração 30 e Poucos — 1ª temporada

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