Gravidade é um filme produzido por Alfonso Cuarón em 2013. Com 91 minutos de duração, o longa conta com a atuação de importantes atores e foi muito aclamado pela crítica, recebendo diversos prêmios. 

Sobre o Enredo 

Os astronautas Ryan Stone (Sandra Bullock) e Matt Kowalsky (George Clooneyestão trabalhando em alguns reparos em uma estação que orbita o espaço. De repente, uma cadeia imprevisível de eventos os lança contra uma tempestade de destroços.  

O impacto é devastador, destruindo sua estação e deixando-os vagando no espaço em uma tentativa desesperada de sobreviver e encontrar uma maneira de retornar à Terra.  

O capitão Kowalsky, o único a ter uma mochila a jato, consegue recuperar a Dr. Stone, que flutuava no espaço após o acidente e rebocá-la com ele, prendendo-a com um cabo. Com o ônibus destruído e aguardando a segunda passagem da onda mortal de destroços, a única esperança dos dois astronautas é chegar à Estação Espacial Internacional. 

Elenco e Personagens 

O elenco é pobre em número, mas rico em qualidade: composto por dois protagonistas, interpretados por George Clooney e Sandra Bullock.  

O desempenho dos atores é muito bom. Em particular o de Bullock, que mantém a maior parte do filme praticamente sozinha. Ela consegue transmitir todos os sentimentos e as angústias que alguém em seu lugar estaria sentindo.  

Icônico o quadro em que Sandra Bullock gira no vazio em posição fetal, uma mensagem que se torna clara, um desejo de renascimento que está ocorrendo a partir das origens e cercado por silêncio absoluto. Com certeza essa foi uma das cenas que rendeu a Bullock o Oscar de Melhor Atriz.

Clooney também consegue personificar bem o seu papel, porém permanece pouco tempo em cena, dando mais espaço para Bullock, que sabe aproveitá-lo. 

Direção e Fotografia 

A direção de Cuarón é simplesmente perfeita. 

A direção e o roteiro de Alfonso Cuarón encenam uma história profunda, que mergulha a alma humana no lugar mais próximo da imaginação coletiva de uma entidade superior e divina: o espaço.

As escolhas da direção relacionadas à Gravidade são típicas da escola de cinema mexicana, como pode ser observado no longo plano inicial de sequência que nos projeta diretamente na ação e no drama. 

Todo o filme é permeado com cenas silenciosas, com movimentos lentos da câmera e com uma doçura rara para a história do cinema. 

Cuarón leva todo o crédito pela criação desta nova obra-prima, pois ele não apenas se limitou a dirigi-la, mas também desempenhou o papel de produtor, roteirista e editor. 

Combinado com a direção extraordinária, também deve ser elogiado o maravilhoso trabalho realizado pelo diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, que, com o seu trabalho, imortaliza e pinta emoções e humores que de outra forma seriam invisíveis.  

As tomadas da câmera, como por exemplo a Terra vista do espaço, e os efeitos especiais também devem ser elogiados. 

Cenografia e Figurinos 

A cenografia desempenha um papel decisivo: parece maravilhosa aos olhos, mas inatingível ao toque, especialmente ao mostrar para o público o nascer ou o pôr do sol vistos do espaço. 

O que chama a atenção é que o cenário (o espaço) parece querer confrontar diretamente o protagonista e a Terra, um de frente para o outro, separados por um visor móvel que, se retirado, seria suficiente para acabar com tudo. 

Os figurinos dos protagonistas são os clássicos trajes de astronautas. A sua escolha se deve a procura por mostrar a fragilidade e a angústia desses perante a imensidão que os cerca. Dentro dos rigorosos trajes da NASA, estão seres humanos com sentimentos. 

E você, o que achou do filme? Conte pra gente nos comentários!   


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