No auge do sucesso entre os filmes de terror com invasões em casa, Hush: A Morte Ouve oferece um único gancho: a mulher que luta para sobreviver à noite é surda.

É apenas uma leve mudança conceitual em “Um Clarão Nas Trevas”. Esse é um thriller de 1967 com Aubrey Hepburn como uma mulher cega que enfrenta circunstâncias semelhantes.

Hush não se parece muito com esse filme além de seu principal fator de medo. O arrepiante acompanhamento do roteirista e diretor Mike Flanagan dá ao assassino uma vantagem embutida sobre sua presa. Enquanto isso ela passa o filme imaginando como perceber seus ataques.

Levando em conta a deficiência física da personagem principal, o longa-metragem mexe com a percepção da vítima (e nossa). Nesse sentido, ele oferece duas maneiras opostas de experimentar a mesma sensação que a dela.

Com um orçamento modesto, Hush: A Morte Ouve, é um exemplo sólido de eficiência. O filme conta com um elenco principal de duas pessoas e um estranho cenário de cabana nos bosques. Ele está continuamente envolvido sem truques extravagantes, além do relacionamento de sua heroína com o ambiente ao seu redor.

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Maddie (Kate Siegel) é uma escritora surda que passa seus dias sozinha, criando romances de mistério. Tem apenas o casal de vizinhos fornecendo a companhia ocasional. Isso muda em uma noite quando um lunático mascarado (John Gallagher Jr.) aparece em sua casa com uma faca e um arco, revelando suas intenções de brincar com ela durante a noite até decidir que é hora de mata-la.

Essa premissa prepara o palco para um thriller sombrio no qual Maddie constantemente se aproxima em sua casa. A pobre tem que correr de cômodo em cômodo enquanto verifica cada janela para tentar sobreviver ao “ataque”.

Hush: A Morte Ouve é tensão do início ao fim

Flanagan, que co-escreveu a história com Siegel, dá a ela um papel fantástico, no qual suas expressões elaboram o medo crescente. Enquanto o assustador assassino continua circulando em volta da casa, Maddie vai de espreitar nas sombras para confrontar o psicopata com uma série de métodos inventivos.

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A tensa cinematografia de James Kniest muda entre os closes do rosto de Maddie. Assim como os exteriores escuros que mostram o puro vazio da paisagem circundante. Tudo deixa claro que a fuga não é uma opção.

Em vez disso, a escritora deve usar seu cérebro criativo para pensar em soluções mais construtivas. Isso vai desde esconderijos originais até se comunicar com o psicopata, rabiscando mensagens na porta de vidro de sua casa com um batom.

Como durante a maior parte de seu tempo de execução não existem diálogos, o longa-metragem oferece vários métodos envolventes para Maddie comunicar seu desespero. Isso inclui mensagens de texto e FaceTime.  Mas Hush eviata os extremos, colocando o foco nas expressões faciais e até mesmo em um monólogo interno, abandonando seu principal atrativo.

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O verdadeiro apelo do filme deriva da capacidade de Flanagan de pairar na mentalidade urgente de Maddie. E enquanto ele faz isso, a tensão aumenta a cada minuto. O uso experiente do design de som e o uso liberal do derramamento de sangue mantém um ar envolvente de perigo até o final tenso.

Hush: A Morte Ouve não é tão original quanto parece. Mas quando as coisas correm à noite e uma pessoa não consegue ouvi-las, as possibilidades são infinitas. É aí que o longa explora o máximo possível antes de esgotar a energia.

 

 
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