Resenha | Jumanji – Bem Vindo à Selva (2018)

Jumanji: Bem Vindo à Selva é legal, engraçado, nostálgico e muito divertido.

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Sinopse: Quatro adolescentes encontram um videogame cuja ação se passa numa floresta tropical. Empolgados com o jogo, eles escolhem seus avatares para o desafio, mas um evento inesperado faz com que sejam transportados para dentro do universo fictício, transformando-se nos personagens da aventura.

No primeiro ato do filme, encontramos personagens típicos de qualquer filme com adolescentes: Spencer (Alex Wolff), o nerd jogador de videogames, Fridge (Ser’Darius Blain), o atleta com dificuldades nos estudos, Bethany (Madison Iseman), a popular  e Martha (Morgan Turner), a estudiosa que odeia educação física. Por uma série de fatores, os quatro acabam presos juntos na detenção, onde encontram o jogo Jumanji, aqui transformado em uma fita de vídeo game.

Depois de decidirem jogar e escolherem seus personagens, os quatro adolescentes são sugados para dentro do jogo, que se passa em uma floresta. Spencer escolhe o personagem principal do jogo, o Doutor Bravestorm (Dwayne Johnson), sem saber da sua tamanha importância para a oncretização da missão do jogo. Fridge escolhe Moose Finbar (Kevin Hart), um zoólogo baixinho. Bethany, por sua vez, escolhe o personagem Professor Shelly Oberon (Jack Black), um cartógrafo gordinho. Já Martha escolhe a matadora de homens, Ruby Roundhouse (Karen Gillan).

Até esse ponto, o filme é comum, sem nenhuma surpresa. Mas após os quatro caírem na floresta em corpos totalmente diferentes dos seus, o filme adquire um tom humorístico muito forte. A piada se dá, principalmente, pelo fato de as personalidades originais dos personagens não coincidirem em nada com os seus novos visuais.

Além da comédia diegética (da história), há também o tom engraçado que nós não conseguimos evitar reparar. O grande The Rock, em Jumanji, é um garoto inseguro, sem sal, fraco emocionalmente e com muito medo de enfrentar seus medos. Diante dos papeis realizados anteriormente pelo ator, seu papel em Jumanji é com certeza hilário.

Além disso, temos a presença ilustre do fantástico Jack Black. Tendo ele como parte do elenco, já sabemos que não podemos esperar menos que muita comédia. Mas vê-lo interpretando uma adolescente em crise foi completamente engraçado, sem ser forçado, nem exagerado.

Com um roteiro simples e bem desenvolvido, o filme não deixa a desejar. No humor, ele cumpre seu papel e diverte a plateia, sem exagerar em suas piadas. Os atores são bons e seus papeis fora muito bem distribuídos a ponto de eu não conseguir imaginar outros melhores para as interpretações. A história, em si, é muito simples, mas isso não prejudica o filme, visto que a sua intenção não é ser o melhor filme de todos, mas sim, trazer de volta aquele gostinho nostálgico daqueles que tem em Jumanji (1995) a definição de suas infâncias.

Como defeitos do filme posso apontar o mau desenvolvimento do vilão, principalmente. Por conta disso, a história ficou sem clímax definido, uma vez que o empasse se resolveu de maneira muito simples, o que não é esperado em filmes de ação e aventura. Apesar dos clichês utilizados, o filme cumpre seu papel.

Sobre cenários, figurinos, maquiagens e mais, não tenho nada a reclamar. O filme traz uma clara referência aos anos 90 e isso se explica pelo fato de a fita de video game ter surgido em 1996, segundo o filme.

Ao contrário do que muitas pessoas pensavam, a continuação de Jumanji é muito boa e merece ser assistida. Eu não comparo e não aconselho que você compare o remake com o original, afinal, são contextos, propostas e épocas diferentes. Jumanji: Bem Vindo à Selva é legal, engraçado, nostálgico e muito divertido.

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Resenha por Kethillin Motta

 

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