Um grande e sangrento épico de guerra e honra, Legítimo Rei dificilmente parece que foi projetado ou destinado a um público pequeno. Mas nesta era da gigante Netflix, o filme estreará hoje (09) para o mundo inteiro poder apreciar. Ah, ele também foi escolhido para abrir oficialmente o Festival Internacional de Cinema de Toronto deste ano com uma abertura de gala na primeira noite.

Se Hollywood não precisa exatamente de outro enredo de um guerreiro escocês com um coração corajoso em um ambiente medieval, o cineasta David Mackenzie fez um bom trabalho aqui. Ele ousou e assumiu o risco de “blasfemar” colocando um não-escocês como seu líder, o ator Chris Pine.

O nativo de Los Angeles consegue parecer surpreendentemente perfeito no personagem Bruce, vestido com sua malha. Ele esconde suas características físicas sob uma barba emaranhada e adotando um ar bem convincente.

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Era preciso mesmo alguém competente para fazer um personagem em Legítimo Rei tão importante que deveria inspirar seus conterrâneos a se levantar contra o rei Eduardo I e recuperar sua terra e o orgulho dos ingleses.

Bruce encontra sua leal tribo, incluindo o feroz e simpático James Douglas (Aaron Taylor-Johnson), e uma adorável e independente noiva (Florence Pugh).

Ele também tem um inimigo mortal em Edward (Billy Howle), um príncipe de olhos arregalados e tendências psicopáticas. William Wallace também aparece brevemente como personagem secundário. Isso embora sua personalidade seja criada com algo muito mais sombrio e feroz do que a imaginação de Mel Gibson.

Legítimo Rei é sangrento, mas bem convincente

As primeiras cenas de batalha são realmente apaixonantes, daquelas que te deixam vidrado. O problema é que chega a certo ponto, lá pelo quinto, sexto choque de sangue e espadas, que tudo começa a parecer déjà vu, mas com cavalos diferentes.

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Em quase duas horas e meia, há claramente espaço para melhorar e modificar essa parte do enredo. É notável que tinham tudo para fazer algo inovador, bem diferente dos clássicos a que estamos acostumados. Mas o diretor compensa filmando lindamente à luz natural de velas, tochas e céu nublado. Com isso, há uma solidez nas convenções antiquadas de sua narrativa.

Ao contrário do briguento grupo de rebeldes de Bruce, o  Legítimo Rei não tem realmente um elemento de surpresa. No entanto, pelo resto da trama, pelas belas imagens que nos são proporcionadas, o filme impera como um rei. É um ótimo filme para se apreciar nesse fim de semana.

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